Há catorze anos o prefeito de Santo André, Celso Daniel, foi assassinado. O #Crime até hoje é investigado e com a evolução da operação Lava Jato, ligou-se o Partido dos Trabalhadores com um dos assassinatos de maior repercussão nacional nos últimos anos.

A tese é de que Celso sabia do esquema de recebimento de propinas do PT. Sua morte pode ter sido encomendada como uma queima de arquivo, mas até hoje essa hipótese não pôde ser provada. Mistérios ainda rondam o caso.

O Ministério Público acusou o partido dos trabalhadores de estar diretamente envolvido no recebimento de propinas de empresas de transporte do grande ABC durante a gestão do prefeito assassinado.

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A acusação foi julgada procedente pela juiz Genilson Rodrigues Carreiro com jurisdição na 1ª Vara da Fazenda Pública de Santo André, determinando que o partido devolva aos cofres públicos a quantia de R$3,5 milhões.

O MP-SP concluiu em sua acusação que o partido e os demais envolvidos, que inclui o ex-ministro de Dilma Rousseff, Gilberto Carvalho, constituíram uma quadrilha que arrecadava propina e desviavam dinheiro público provenientes de contratos de prestação de serviços de coleta de lixo e execução de obras públicas.

A propina recebida pelo partido era originária de vários setores da gestão de Celso Daniel e empresários do ramo de transportes eram obrigados a pagarem os valores estipulados mensalmente para continuarem trabalhando.

Também foram condenados o ex-assessor do prefeito assassinado, Sérgio Gomes da Silva; o dono de uma das empresas de transporte envolvidas no esquema, Ronan Maria Pinto; Klinger Luiz de Oliveira Souza, que era vereador; e Luiz Marcondes de Freitas Junior.

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O MP ainda trabalha com a tese de que Celso sempre soube do esquema e acreditava que as mesmas eram diretamente destinadas ao financiamento de campanhas políticas do #PT. O valor que supostamente iria ‘apenas’ para o partido a fim de financiar campanhas em todo o Brasil, inclusive federais, passou a ser dividida entre seus mediadores, como Gilberto Carvalho. Celso pode não ter gostado do que descobriu, repreendendo os envolvidos, ocasião em que o assassinato do político teria sido planejado e consumado. #Justiça