Rodrigo Janot, procurador-geral da República, decidiu nesta terça-feira, 03, que existem elementos para abrir um inquérito contra a presidência da república #Dilma Rousseff. De acordo com o UOL, Janot solicitará ao Supremo Tribunal Federal (STF) para abrir uma investigação contra a líder petista. Por ter foro privilegiado, Dilma só pode sofrer inquéritos da mais alta corte do país ou supervisionados por ela, como ocorre agora no processo de impeachment. Os argumentos de Janot é que Dilma e seu companheiro político, o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, teriam tentado atrapalhar o juiz federal Sérgio Moro durante a Lava Jato. 

O pedido é baseado nas deleções feitas pelo Senador Delcidio Amaral, atualmente sem partido e eleito pelo Mato Grosso do Sul.

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Complicou ainda a vida de Dilma o fato dela ter nomeado Lula para o cargo de Ministro da Casa Civil logo após o Ministério Público de São Paulo solicitar sua prisão provisória. Como Ministro, Lula passaria a ter foro privilegiado, não podendo ser julgado por uma vara de justiça comum, nem por Sérgio Moro, a frente da maior investigação já realizada no país. Menos de uma hora depois da posse, Lula perdeu o cargo por decisão judicial. 

Mais cedo, Lula já havia sido denunciado por Janot também com base nas delações de Delcídio. Além dele, outras 29 personalidades da política agora podem entrar no inquérito da Lava Jato. O grupo já é chamado pela imprensa de "quadrilhão". Entre os nomes da política citados nesse novo pedido de Janot, está o do presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro.

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Segundo Rodrigo Janot, o crime não poderia ter acontecido por tanto tempo sem o apoio do ex-presidente Lula e também do próprio governo. Nessa citação, não houve menção ao nome da presidente Lula. 

O Palácio do Planalto ainda não comentou o pedido de investigação contra Dilma, que ainda precisa do aval do STF para ser aberto. Ainda não há um prazo para que a apuração seja aberta ou negada pela mais alta corte do país;