Após o vazamento das primeiras conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro/Petrobras, Sérgio Machado, envolvendo Romero Jucá (#PMDB-PE), ex-ministro do Planejamento, Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado Federal, e José Sarney (PMDB-AP), ex-presidente da República (PMDB-AP), garante a existência de outros áudios que comprometem ainda mais a cúpula do PMDB.

As novas gravações foram divulgadas nesta quinta-feira (26), pela edição do “Jornal Nacional” da TV Globo. Em conversas entre José Sarney (PMDB-AP) e Machado foram constatados claros sentimentos de indignação com a Operação da Lava Jato, além de compará-la, a uma "ditadura da Justiça" como revelou Sarney.

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Vejamos parte do conteúdo exposto:

Machado tenta argumentar com Sarney que não houve nenhuma pessoa com vasto conhecimento em direito (jurista) que se manifestasse sobre a operação. Além de sinalizar a parcialidade da imprensa, ainda comentou que acompanhou a época da revolução e lembrou perfeitamente que nunca viveu um momento rigoroso como esse da Lava Jato.

O ex-presidente confirma, ainda, a implementação da ditadura da Justiça, referindo-se às investigações, sobre as quais ambos manifestam preocupação e têm receio de perder o poder.

Também conversaram a respeito Dilma Rousseff. Segundo eles, não há acordo entre os Ministros da Suprema Corte e, por isso, culpam a presidente, lamentando as indicações e nomeações realizadas por ela, para a composição do Supremo Tribunal Federal (STF).

Mas as críticas não pararam por aí, resolveram então citar o Juiz Federal Sérgio Moro, argumentando que ele utiliza-se de perseguição por “besteira”, além de afirmarem que o Juiz “tomou conta do Brasil”.

Sem dúvida, trata-se de articulações políticas para interromper a Operação #Lava Jato.

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Os fatos confirmam essas suspeitas. Em outro registro do áudio, Renan Calheiros sugere sondar o Ministro Teori Zavascki.

Segundo o Jornal, os nomes do ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Cesar Asfor Rocha e o advogado Eduardo Ferrão, também foram citados pelos protagonistas.

O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot,  também não ficou de fora. Foi chamado de "mau caráter" e sua participação, segundo eles, é meramente política.

Quando a delação premiada foi homologada, o PGR realizou vários depoimentos com o delator, Sérgio Machado, que revelou o esquema completo da arrecadação de vantagens indevidas (propinas), sinalizando os políticos envolvidos.

O áudio ainda revelou a participação de Romero Jucá em outra conversa. Os peemedebistas comentavam sobre a substituição de Dilma Rousseff,  uma vez que o processo de ‘impeachment’ já estava instaurado, então, conforme noticiou o Jornal Nacional, primeiramente, Sarney e Machado questionaram quem assumiria caso Temer saísse do poder.

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 Então, insinuaram a possibilidade de novas eleições, mas logo descartaram a hipótese de Aécio Neves (PSDB-MG) ser eleito. Em seguida, o ex-ministro Romero Jucá (PMDB-PE) afirmou que o próximo presidente da República será alguém como Joaquim Barbosa ou Moro,  ou seja, alguém que fala o que o povo gostaria ouvir.

Por ironia do destino, os parlamentares tiveram os áudios divulgados em rede nacional, favorecendo o conhecimento de todos os eleitores. Consequentemente, serão questionados e investigados devido ao conjunto probatório que se encontra anexo aos autos da Lava Jato,  sob o comando do Juiz Federal Sérgio Moro, em poder do relator da Operação o Ministro Teori Zavascki (STF). #Corrupção