Uma ação movida pela AMB (Associação Médica Brasileira) para suspender o uso da fosfoetanolamina está causando muita polêmica. Além da falta de comprovação científica da eficácia e segurança do remédio, a alegação da AMB é de que com a liberação da droga, o país colocava em risco a saúde dos pacientes e abria precedentes para que outras drogas fossem distribuídas sem autorização da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Por 6 votos a 4, os ministros Teori Zavaski, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello e Luiz Fux votaram à favor da proibição. Os ministros  Dias Toffoli, Gilmar Mendes Edson Fachin e Rosa Weber votaram contra a proibição da distribuição do medicamento.

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No discurso de Edson Fachin, ele ainda sugeriu para que a pílula fosse distribuída apenas para pacientes em fase terminal, e que a competência para a autorização do uso da substância não é exclusiva da ANVISA. Ele ainda frisou que no caso dos pacientes em fase terminal, o direito de escolha deve ser preservado.

Cármen Lúcia que votou à favor da proibição, disse que a distribuição para pacientes em fase terminal pode causar uma falsa esperança no paciente.

A lei que foi sancionada em abril deste ano autoriza pessoas com a #Doença à utilizarem a pílula do câncer por livre escolha, desde que apresentem um laudo médico com o diagnóstico e assinem um termo de responsabilidade.

Agora a lei aprovada pelo Congresso e sancionada pela presidente Dilma Rousseff está suspensa até que se julgue o mérito da questão, o que não tem data para acontecer.

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A chamada pílula do câncer foi desenvolvida nos anos 70 pelo químico Gilberto Orivaldo Chierice, na USP de São Carlos e vinha sendo distribuída para pacientes nas últimas décadas. Gilberto que é professor aposentado, realizou testes em camundongos e de acordo com ele, os resultados foram positivos. Infelizmente, a substância ainda não obteve um respaldo por parte dos cientistas no caso do tratamento do câncer em humanos. Os estudos sobre a eficácia do medicamento em humanos ainda estão em andamento.   #Justiça