O escritor, teólogo e petista Leonardo Boff usou sua conta oficial no Twitter para incentivar que militantes do PT joguem bolinhas de gude nos cavalos da PM, a fim de que estes caíam.

O teólogo iniciou uma publicação conspiratória, dizendo que esperava que o 'golpe parlamentar' não se tornasse também um 'golpe policial' contra os manifestantes esquerdistas. Após essa publicação, Boff foi ainda além e sugeriu que manifestantes comprassem 'bolinhas de gude' para derrubar os cavalos da cavalaria da Polícia Militar.

Como resultado da publicação do petista, surgiram diversas criticas na #Internet, uma vez que o comentário incita a execução de ato violento contra a PM, que representa o Estado e logo, atingir alguém que está defendendo o país oficialmente, é o mesmo que atacar o Estado.

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Os manifestantes do PT têm saído timidamente às ruas para protestarem contra o afastamento de Dilma Rousseff e posse de Michel Temer. Segundo eles, nunca elegeram Temer e por isso não o aceitam no poder. Vale salientar que no momento de votar em qualquer candidato à presidente da república, à governador ou prefeito, aparece o nome do vice logo abaixo do nome do candidato na urna, de forma que o vice é eleito junto com o vencedor do pleito político. O voto conferido ao candidato, também é, automaticamente, conferido ao vice.

Pouco tempo depois da repercussão, Leonardo publicou dois novos tweets para esclarecer a polêmica publicação anterior, mas engana-se quem pensa que Boff se defendeu de incitar a violência, ao contrário, afirmou que não tem nada contra os cavalos e que os considera 'irmãos na comunidade da vida', mas não aceita que eles sejam usados como meio para a polícia, supostamente, fazer mal aos manifestantes de esquerda.

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Por falar em violência em manifestação

Ainda nesse domingo, 15, ocorreu uma manifestação à favor do governo Dilma e contra Temer em Belo Horizonte. Na ocasião, um jornalista e um cinegrafista da TV Globo faziam uma reportagem sobre o ato e foram hostilizados e expulsos da manifestação.

Em episódio semelhante ao vivido por um cearense na UFC na segunda-feira, 9, os manifestantes se aglomeraram e sob xingamentos caminharam atrás dos profissionais em coro. Eles acusam a mídia de apoiar o #Impeachment, chamado por esquerdistas inconformados de 'golpe'. A Guarda Municipal de BH precisou intervir e escoltar os dois profissionais para evitar agressões dos petistas. #Crise-de-governo