No dia 18 de abril, o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, teve uma importante reunião com o presidente do Senado Renan Calheiros. De acordo com informações do jornalista Claudio Humberto em reportagem publicada nesta segunda-feira, 02, Renan teria afirmado que se comprometeria a deixar com Ricardo Lewandowski o julgamento da presidente Dilma Rousseff. Calheiros quer que o Ministro continue na presidência da mais alta corte do país até a data do julgamento do caso. Já o magistrado estaria querendo entrar na história, fazendo um julgamento que será lembrado por várias gerações. 

No dia 11 de maio, o Senado vota o afastamento da presidente #Dilma Rousseff.

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Para que esse ocorra são necessários 41 dos 81 Senadores, no mínimo. Aprovado o afastamento, a líder petista tem 20 dias para se defender, enquanto o Congresso tem 180 dias para investigá-la. E aí paira o problema para o Ministro do Supremo. Isso porque o mandato de Lewandowski termina no dia 10 de setembro, antes do prazo final dado ao Senado. Ao todo, são 123 dias a contar do dia 11 de maio. A presidência de Ricardo será trocada no dia 14 de setembro por outro Ministro, no caso, Ministra. Assume em seu lugar Cármen Lúcia. Com o afastamento de Dilma, ela também passa a ser a quarta na linha de sucessão da república. 

Já a aposentadoria do Ministro também já está chegando. Segundo o colunista do site 'Diário do Poder', o objetivo do representante do STF seria antecipar também a aposentadoria, fazendo as duas datas coincidirem.

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O profissional da justiça já foi e é muito criticado por uma suposta amizade com Dilma Rousseff. Justamente por isso, a oposição não vê com bons olhos o fato do Ministro presidir o julgamento dela. É bom lembrar que um Ministro não toma nenhuma decisão sozinha. Cada um tem o mesmo poder de voto. Cabe ao presidente apenas dar questões de ordem. 

Com o afastamento de Dilma, assume em seu lugar o vice Michel Temer, do PMDB. Depois tem o presidente do Senado e Eduardo Cunha, que preside a Câmara dos deputados.  #PT #Impeachment