O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já não é um homem tão feliz quanto antes. Desprezado por boa parte da população, o petista pode ver seu plano de se reeleger à presidência ir por água abaixo por uma possível prisão. A justiça criminal de São Paulo já enviou um parecer para o juiz federal Sérgio Moro, no qual é solicitada a prisão preventiva do líder do Partido dos Trabalhadores (PT). O caso já está em Curitiba, mas Moro ainda não responder se solicitará a prisão ou não de Lula. De acordo com a colunista Mônica Bérgamo em reportagem publicada nesta quarta-feira, 04, um amigo de Lula diz que ele está deprimido com tudo isso.

Além da depressão, uma chateação somada com preocupação agora faz parte da vida do companheiro político da presidente da república #Dilma Rousseff.

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Não é para menos, nesta terça-feira, 03, a procuradoria geral da república, através de Rodrigo Janot, pediu duas aberturas de inquérito contra o petista. Um por ele supostamente ser um dos grandes mentores do esquema de corrupção envolvendo a Petrobrás. Segundo Janot, a corrupção não aconteceria sem a interferência de Lula.

O outro inquérito também tem a ver com a Lava Jato e envolve Dilma e o Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo, que teriam obstruído o trabalho da justiça. Quem vai decidir se haverá ou não as investigações é o Ministro Teori Zavacki, do Supremo Tribunal Federal (STF). Teori é considerado um dos grandes aliados de Dilma, mas diversos veículos de comunicação já garantem que ele vai aceitar sim abrir o processo, por não ter mais o que fazer.

A desanimação de Lula, no entanto, começou antes mesmo do novo pedido de prisão preventiva e dos novos pedidos de inquérito contra ele no STF, que já comandava as apurações contra o ex-presidente na Lava Jato.

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Ele não compareceu ao evento do 1º de maio, Dia do Trabalhador, promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). Alguns aliados até já acham que o fato dele não aparecer ao lado de Dilma já mostra que o petista tomará em breve uma atitude drástica, abandonando de vez Rousseff.