De acordo com informações da Folha de São Paulo em matéria publicada na madrugada desta terça-feira, 10, o deputado federal Waldir Maranhão, do Partido Progressista (PP) decidiu revogar sua própria decisão dada nesta segunda-feira, 11. Nela, ele pedia a anulação da sessão do #Impeachment da presidente Dilma Rousseff efetuada no dia 17 de abril na Câmara dos deputados. A decisão de revogar o próprio ato, segundo a Folha, já foi assinada pelo parlamentar, mas só deve ter validade nesta manhã, quando será publicada oficialmente. Waldir não confirmou ou negou as informações do jornal até o início da madrugada. 

00h50 - O comunicado de Maranhão foi também confirmado durante o 'Jornal da Globo', da TV Globo.

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O documento é curto, tem a assinatura do parlamentar, mas não tem uma data para entrar em vigor. Nas poucas linhas, Waldir diz que revoga sua decisão monocrática de anular as sessões da Câmara que ocorreram nos dias 15, 16 e 17. William Waack, ao ler a notícia, disse que o Brasil por conta de sua política já estava virando motivo de chacota em todo planeta, fazendo uma inferência parecida com o ex-Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. 

00h40 - O fato do parlamentar decidir discordar dele mesmo gerou piada na internet, mesmo com o horário avançado. A troca de opinião ocorreu depois do presidente do Senado, Renan Calheiros, decidir que a anulação da Câmara em nada influenciava no Senado, mantendo a votação contra Dilma para esta quarta-feira, 11. 

00h30 - Por volta de meia noite, integrantes da base governista da presidente da república #Dilma Rousseff foram até à casa de Maranhão para tentá-lo convencer de mudar de ideia, mantendo assim a sua primeira decisão, que era contrária a votação presidida por Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro.

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Waldir passou a ser presidente interino da casa com o afastamento do seu então aliado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).