A tarde de hoje não foi nada fácil para uma jovem de apenas 16 anos, moradora da cidade do Rio de Janeiro. Após ver imagens de suas partes íntimas expostas na internet, por conta de um grave abuso sexual sofrido em uma comunidade da Zona Oeste carioca, ela ainda teve que passar pelas mãos de um médico perito do Hospital Souza Aguiar, na mesma cidade. A adolescente, que não quer ser identificada e também segue a mesma recomendação feita pela polícia para proteger sua integridade física, foi estuprada por 33 homens, segundo seu relato.

As imagens vazaram após um dos criminosos - identificado apenas pelo seu usuário do Twitter, que inclusive já foi deletado (Doctor Stranger - @michelbrasil7) - divulgar vídeos debochando da situação e dizendo frases como "foi mais de trinta" e rindo ao lado de mais dois homens, que mexem na genitália da vítima e caçoam dizendo: "essa engravidou".

Publicidade
Publicidade

O fato gerou revolta na internet e mais de 800 pessoas até o momento enviaram denúncia para o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, cobrando prisão imediata dos culpados. Alguns usuários das redes sociais chegaram a ameaçar os criminosos de morte.

Socorro à vítima

Por conta da repercussão da trágica história de abuso sofrido pela adolescente, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que preside também a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) informou à imprensa  que acompanha o caso e pretende oferece atendimento psicológico e assistencial à vítima.

"Acompanhamos o corpo de delito. Tentamos falar com ela, mas ela está muito abalada e sem condições de falar", explicou.

Freixo garantiu ainda que ela será acompanhada pela Comissão no que precisar.

Publicidade

Já a Câmara Municipal da Cidade do Rio de Janeiro esclareceu por meio de sua Comissão de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH) que está exigindo rigidez e rapidez para apurar o caso e identificar prontamente todos os culpados pela ação criminosa.

Por meio de nota, a comissão classificou o #Crime como uma barbárie e covardia.

"A agressão a esta jovem é também agressão à todas as mulheres", diz a nota enviada pela Comissão para os jornalistas.

Avó da vítima fala

A avó da adolescente, que também preferiu não se identificar, deu um depoimento para a rádio CBN nesta manhã. Ela afirmou que sua neta tem apenas 16 anos de idade e é mãe de um filho de três anos. Ela é usuária de drogas e frequenta a comunidade, mas não esperava que algo dessa gravidade fosse acontecer. Toda a família está muito abalada. #Investigação Criminal #Casos de polícia