Nesta sexta-feira, 27, a menina estuprada por 33 criminosos gravou um vídeo para o jornal 'O Globo' dando declarações sobre a violência que sofreu na semana passada. O caso tomou proporções planetárias, tendo posicionamentos de presidentes, políticos, famosos e até da Organização das Nações Unidas, a ONU. A entrevista ao 'O Globo' não foi tranquila. A adolescente estava muito nervosa e militares do Corpo de Bombeiros ajudaram a contê-la a pedidos da mãe. A conversa não pôde ser gravada do lado da piscina do condomínio de onde a família mora porque vizinhos não permitiram. Já no quarto, a garota deu um desabafo surpreendente: "me sinto um lixo". 

A adolescente de 16 anos tem um filho de apenas três.

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Ela revela que teve problemas com drogas, mas que estaria sem usar nada há pelo menos um mês. De acordo com a adolescente, o que mais dói nela é o estigma. Ela passou por exames ginecológicos em um hospital público do Rio de Janeiro e também foi ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por uma perícia, a qual comprovará ou não os relatos dados pela vítima à polícia civil. Ela contou que foi estuprada por 33 homens. 

A vítima diz que muita gente está colocando a culpa nela sobre o que aconteceu. Em seguida, ela citou o fato de outros estupros que foram justificados por uma roupa curta ou pela beleza da mulher. Esse tipo de argumento é chamado de "cultura do estupro" e vem sendo condenado nas redes sociais. Nesta sexta, a Polícia Civil está fazendo uma operação da Praça Seca, na qual suspeitos são procurados para serem presos. 

"Eu queria que as pessoas soubessem que não é culpa da mulher.

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Não tem como alguém culpar uma vítima de roubo, por exemplo", contou a jovem. Um dos estupradores chegou a procurar a menina para pedir perdão à ela. A garota não aceitou e argumentou que algo como esse #Crime não tem perdão. De acordo com o jornal 'O Globo', a mãe da adolescente pensa em se mudar com ela para outro estado. Ela é psicóloga. A família tem sido muito abordada por curiosos e jornalistas.  #É Manchete!