A médica oftalmologista Elisa Cremasco, de 66 anos, havia chegado de uma viagem internacional em Guarulhos, às 5 horas, e deveria ter pegado outro voo para Vitória, às 8:45 horas, mas ela não foi. Segundo o sobrinho, João Cremasco, ela chegou a ficar dois dias sem comer, passou fome e frio até ser encontrada por uma passageira que a reconheceu por causa da bolsa que usava.

Antes de ser encontrada, algumas pessoas informaram que chegaram a ver a médica em regiões perto da Avenida Paulista, no Tucuruvi e no Ipiranga.

Segundo o irmão da desaparecida, Pedro Cremasco, ela chegou a dormir em um sofá de hotel no mesmo dia que sumiu.

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A médica estava sem a bolsa com seus cartões de crédito e débito, por isso não conseguiu fazer check-in para pernoitar em um quarto.

Como Elisa já havia apresentado problemas de memória antes, a família acreditava que ela estava desorientada. Durante a viagem, a médica se perdeu de uma amiga, o que poderia ter resultado em seu desaparecimento.

Assim como a delegada plantonista do Aeroporto de Guarulhos, os familiares receberam ligações de populares indicando lugares onde Elisa teria sido vista. Eles souberam que ela chegou a usar transporte coletivo, por portar passe livre, conversou com algumas pessoas e que procurava a casa de um sobrinho.

Eliza é médica oftalmologista em Vitória, ela não tem filhos e não é casada. Seus dois irmãos, João e Pedro, foram para São Paulo procurá-la e seu sobrinho, João Aeder Cremasco, de 40 anos, é juiz na cidade e pediu ajuda da imprensa para localizá-la.

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Depois de encontrada, Elisa foi levada pela passageira até a estação de Caieiras, em São Paulo, depois foi levada aos familiares por uma funcionária.

"Ela deu um número de contato da família. Fizemos uma pesquisa na internet para confirmar que era mesmo ela e ligamos para a família. Ela estava abatida fisicamente, sem se alimentar, mas consciente. Está bem lúcida", afirmou Sônia Oliveira, a funcionária da estação.

Elisa foi encontrada nesta sexta (27), no fim da tarde. Foi levada para a delegacia de Franco da Rocha e depois para o hospital Sírio Libanês, na capital. Segundo a família, ela passa bem. #Casos de polícia