A Segurança Nacional foi chamada neste domingo, 22, para agir aos redores da residência do presidente em exercício Michel Temer, no bairro de Pinheiros, São Paulo. O temor é que manifestações na capital paulistas pudessem de alguma maneira atentar contra a segurança do peemedebista. O medo de um possível atentado ou que manifestações próximas esbarrassem com o presidente fez ainda com que ele antecipasse sua volta à Brasília. Michel retornaria apenas à noite para a capital federal, mas preferiu fazer isso após o almoço. De acordo com o jornal 'O Estado de São Paulo', a volta aconteceu às 14h50. 

Enquanto isso, uma manifestação com três mil pessoas a favor da presidente afastada Dilma Rousseff e contra Temer acontecia em São Paulo.

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A distância máxima entre o protesto, cujo um dos líderes era o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), foi de três quilômetros. Em entrevista a jornalista, o líder do movimento, Guilherme Boulos disse que achou curiosa a invocação da Segurança nacional, mas foi sincero: "nosso objetivo era chegar à casa dele". Na residência, ainda estão a primeira-dama, Marcela, de 33 anos, e o filho do casal, Michelzinho, de sete anos, além de funcionários e outros familiares. 

Boulos ainda disse que nada de especial tinha na casa do presidente em exercício e que não entendia o porquê dos manifestantes chegarem lá. A Segurança Nacional mandou fechar algumas ruas que fazem acesso à residência. Nem mesmo moradores que tem casas na região conseguiam passar de carro, informados que aquela região era de "perímetro de segurança nacional".

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Lembrando que recentemente a primeira-dama, Marcela, teve o seu celular invadido por um hacker. Fotos dela de lingerie foram roubadas e ela foi chantageada. O hacker foi preso após tentar R$ 300 mil em troca do material. 

O protesto encabeçado pelo MTST teve como objetivo reclamar a decisão do Ministério das Cidades, que decidiu suspender a contratação de 11.200 unidades do programa social 'Minha Casa, Minha Vida'. De acordo com Guilherme Boulos, a principal vítima do atual governo seria o próprio povo brasileiro.  #Crime #Michel Temer