Nesta segunda-feira, 30, o jornal Extra divulgou o que seria uma conversa do delegado Alessandro Thiers no WhatsApp. Ele foi afastado do caso após ser acusado de machista pela então advogada da garota, Eloísa Samy. A profissional foi dispensada pela família da menina neste domingo, 30. Em um trecho da conversa divulgada, o titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) diz que a adolescente pediu até que os supostos agressores não fossem mortos pela polícia. "O relato de abuso que ela fala no 'Fantástico', ela relata que foi há tempos atrás e inclusive que os autores não foram mortos pelo chefe do tráfico local por pedido da adolescente", diz o trecho divulgado pelo Extra.

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Policiais já fizeram algumas incursões na comunidade do Morro do Barão, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. No local, eles encontraram a casa onde a menina disse ter sido estuprada por 33 homens. Após perícia, ficou constatado que esse número de criminosos não caberia no local, o que põe em dúvida o depoimento da menina. A postura investigativa dos policiais tem irritado muitas pessoas na internet, que acreditam que os profissionais de segurança estão munidos da "cultura do estupro", tentando culpabilizar a vítima pelo #Crime que aconteceu contra ele. A Polícia Civil já disse em coletiva que não pode trabalhar só com "disse me disse", que estupro é um crime seríssimo e que são necessárias provas.

Nesta segunda-feira, o Instituto Médico Legal (IML) também divulgou a perícia no corpo da menina.

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Não foram encontrados qualquer tipo de machucado ou vestígio de sangue, o que não provaria agressão. No entanto, o IML deixa claro que a falta de evidências pode ter ocorrido devido à demora na ida da menor de idade para fazer os exames. 

O caso chocou o Brasil e o mundo. Feministas fizeram manifestações em todo o país, solicitando que uma segurança maior fosse dada às mulheres. A adolescente agora está no programa de proteção à vítima menor de idade. Ela saiu de sua antiga residência e está em um local seguro.  #Investigação Criminal