O jornal Extra divulgou nesta segunda-feira, 30, uma conversa do delegado Alessandro Thiers, na qual ele indica que não houve estupro no caso de violação coletiva que teria acontecido com uma menina de 16 anos no Rio de Janeiro. Os textos foram enviados pelo titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) através do WhatsApp. O delegado foi afastado neste domingo, 29, após uma acusação de machismo. A acusação foi realizada pela então advogada da menor de idade, Eloísa Samy. Ela foi dispensada pela família da menina.

O texto teria sido escrito pelo delegado neste domingo. Ele afirma que não houve estupro.

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Ele começa dando algumas declarações sobre os fatos e revelou que o depoimento da menina menor de idade foi filmado. Em seguida, ele comenta a entrevista da garota dada ao 'Fantástico'. Nela, ela contou detalhes de como teria ocorrido o #Crime coletivo. "No 'Fantástico' era outra pessoa. Sabe que temos fortes indícios de que não existiu estupro", disse o delegado. A jovem também deu outras entrevistas a programas de televisão. Ao 'Conexão Repórter' do SBT, por exemplo, ela se confundiu ao dar algumas respostas. 

Nesta segunda, 30, um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou para a falta de vestígios de sangue e violência na garota, não podendo, portanto, dizer que houve um estupro coletivo. De acordo com o delegado afastado do caso, a "relação foi consentida". Ela teria realizado sexo com uma pessoa e não foi sob o uso de álcool e drogas.

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O único crime, segundo o profissional, seria a divulgação do vídeo. Ainda segundo Alessandro, a jovem teria pedido para que os autores do suposto sexo coletivo não fossem mortos pela polícia. 

A menina teria confirmado que já tinha relações íntimas com traficantes da região. A garota tinha fotos ostentando armas no Facebook. A rede social dela foi apagada. Como escrevemos neste domingo, a polícia já trabalha com a forte hipótese da menina ter mentido nos depoimentos. Ela está em local seguro por ser menor de idade. #Investigação Criminal