Nessa semana, um caso envolvendo um suposto estupro coletivo chocou o Brasil. A menina de 16 anos de uma comunidade do Rio de Janeiro foi vítima de um vídeo íntimo divulgado na internet. Nele, dois homens exibem o órgão genital da adolescente e zombam da menina. Muita gente tem estranhado o fato do caso ter mobilizado atenções do Brasil e do mundo, mas até agora, uma semana depois do #Crime, nenhum dos supostos 33 estupradores ter sido preso.

O laudo sobre o estupro deve ser divulgado apenas nesta segunda-feira, 29, no entanto, a polícia já estaria trabalhando com a possibilidade da menina ter mentido em algum ponto de seu depoimento.

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Neste domingo, 29, o chefe de Polícia Civil, Fernando Veloso, disse que o laudo sobre o crime "de certa forma, contrariaria o senso comum". Ele informou ainda que foram feitas duas perícias na casa onde o ato sexual foi realizado, mas que nenhum vestígio de sangue foi encontrado. 

O delegado informou ainda que os peritos já estão antecipando ao máximo a perícia. A jovem agora para o Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes ameaçados de Morte (PPCAM). O ex-namorado da vítima disse à Polícia que não estava com ela no dia do suposto crime. Outro jovem, de 20 anos, confessou que foi ele quem fez o vídeo e divulgou as imagens que foram parar na internet. Segundo o jovem, a menina topou fazer sexo entre casais. Ele teria apresentado uma conversa pelo WhatsApp com a jovem que provaria sua versão. 

De acordo com o suspeito de participar do estupro coletivo, a jovem teria mentido por ter ficado com vergonha da divulgação do vídeo nas redes sociais.

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A família da adolescente seria religiosa. Neste domingo, uma entrevista com a jovem foi exibida no 'Fantástico'. Nela, a garota acusou o então delegado titular do caso, Alessandro Thiers, de ter colocado o estupro como culpa dela. A mesma acusação foi feita pela advogada da vítima, Eloísa Samy, que foi dispensada pela família neste domingo. Nesta mesma data, o delegado também foi afastado das investigações.  #Investigação Criminal