Em nova entrevista, a menina estuprada por mais de 30 homens no fim de semana passado contou que sente que está vivendo em "cárcere privado", pois não pode sair de sua casa para fazer nada. Após o caso de tornar público, já que um dos homens compartilhou vídeo e imagens na internet, a adolescente contou que entrou em seu perfil do Facebook e se assustou. Eram "900 mil mensagens" novas, incluindo ameaças. Ela conta que alguém de Minas Gerais afirmava que a mataria caso ela fosse numa determinada comunidade.

Na entrevista, ela ainda contou que já foi "algumas vezes" ao morro onde o crime aconteceu. Entretanto, nunca havia acontecido estupro.

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As cenas que viu após acordar, de acordo com ela, não saem de sua mente. A adolescente contou que a casa estava suja, assim como ela, e que, ao acordar, tinha um homem embaixo dela, outro em cima e dois a segurando. Ao ver a situação, começou a chorar. A vítima acredita ter sido dopada e afirma que não usou drogas naquele dia. Os criminosos a xingavam com palavras como "vagabunda" e "piranha".

Ela acredita ter sido dopada por ter dormido muito tempo e não ter acordado com "todos aqueles homens". A garota falou ainda sobre o delegado que estava responsável pelo caso, que havia afirmado ainda não saber se houve estupro. Após reclamação de sua advogada, ele foi retirado do caso. 

O caso da adolescente ganhou grande repercussão na internet brasileira e ela agradeceu muito por todos os movimentos de mulheres que saíram em sua defesa.

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Ela afirma que isso fez com que o crime chegasse até a polícia, pois caso contrário ela poderia não fazer denúncia alguma "por vergonha". Ela agradece, pois acredita que isso ajudou a fazer com que o caso oculto.

Mas ainda há os que não acreditam. A menina afirma que há pessoas defendendo os agressores, que afirmam que não houve estupro, e que acham que ela está mentindo, mesmo com um "vídeo para provar que estava desacordada no momento". Ela explica que uma das maiores provas é o vídeo em que um dos homens fala quantas pessoas estavam no local.

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