A menina que sofreu estupro coletivo no último fim de semana, em caso que mobilizou todo o país e foi noticiado em todo o mundo, deu entrevista ao Fantástico e falou mais uma vez sobre o caso, dando novos detalhes sobre o que aconteceu e ainda revelando fatos chocantes que teve que vivenciar após o crime.

A menina de 16 anos disse que está sofrendo ameaças e que sentiu que as pessoas da delegacia a desrespeitaram. Ela foi para a delegacia prestar dois depoimentos sobre o caso. De acordo com ela, o delegado a culpou. Sua advogada pediu afastamento do delegado após ele afirmar que ainda não dava pra saber se houve estupro.

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A advogada da adolescente pediu que o caso fosse visto por uma delegada, e conseguiu que isso acontecesse. 

A vítima afirmou que não se sentiu à vontade em momento algum na delegacia. E também afirmou que acha que essa é a causa de tantas mulheres acabarem não fazendo denúncias após serem estupradas. Ela sentiu que achavam que ela tinha tido culta de ter sido estuprada. A garota teria se sentido tão incomodada com o ambiente que chegou a pedir que o depoimento fosse interrompido.

A garota ainda reclamou do tratamento dado na delegacia. De acordo com ela, seu depoimento foi dado dentro de uma sala com paredes de vidro; todos que passavam ao lado viam o que estava acontecendo. Ela estava ao lado de três homens, que mostraram fotos e vídeos e simplesmente falaram: "Me conta aí". A vítima reclamou por ninguém tê-la perguntado se ela estava se sentindo bem ou ao menos se tinha proteção.

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Para completar, afirmou que o delegado chegou a perguntar se ela tinha "costume" de fazer "isso" (perguntando sobre se relacionar com vários homens). Foi nesse momento que ela não aguentou o desconforto e quis interromper seu depoimento. Fernando Veloso, chefe da Polícia Civil, afirmou que irá investigar a conduta do delegado que foi relatada pela menina. Caso apurem que houve conduta inadequada, ele responderá, garante Veloso.

A garota ainda contou do medo que está sentindo e do susto que foi entrar em sua rede social e dar de cara com milhares de mensagens, entre elas algumas de ameaças. Por isso, ela sente que está vivendo em "cárcere privado".

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