A menina de 16 anos, identificada como C.B., e vítima de estupro coletivo no Rio de Janeiro prestou mais um depoimento para a polícia hoje (27). Ela chegou ao local cobrindo o rosto. Fernando Veloso, chefe da Polícia Civil, descreveu o crime como "barbárie". C.B. está recebendo ajuda de uma assistente social. De acordo com a mãe da menina, ela ainda está muito assustada. Ela chegou ao local por volta das 17h.

Até agora, a polícia negou a prisão dos quatro suspeitos identificados. Em entrevista coletiva, afirmou que a polícia trabalha com "indícios" e que há, sim, indícios dos criminosos. Mas que, se fosse necessário assinar um documento agora comprovando a culpa dos suspeitos, ainda não seria possível, mas estão trabalhando no caso.

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A menina foi ouvida novamente e os quatro suspeitos também deram depoimentos. Os investigadores ainda aguardam o laudo final do exame do Instituto Médico Legal (IML) feito da adolescente.

O secretário de Segurança do Rio de Janeiro preferiu não dar detalhes, mas confirmou que a Praça Seca, local onde o crime aconteceu, está passando por uma operação agora e que "obviamente" é sobre o caso de estupro. O ministro da Justiça disse que foi ao Rio de Janeiro a pedido do presidente interino Michel Temer para prestar todo apoio que puder ao caso.

A menina deu entrevista em vídeo hoje ao O Globo, com seu rosto escondido e a voz alterada para proteger sua privacidade. Na entrevista, ela fala que a sociedade costuma culpar as mulheres nesses casos e faz a comparação de que isso é o mesmo do que culpar alguém que foi roubado pelo o que aconteceu.

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Em seu Facebook, de acordo com a matéria do jornal, a menina mudou sua foto e adicionou mensagem que pede fim à cultura de estupro.

Um dos criminosos que estava no local é o seu namorado há três anos, mas a avó da adolescente afirma que ele nunca visitou a família e eles não conhecem o homem . A garota abusava de drogas, mas afirma que não usava há 1 mês. Ela tem um filho de três anos de idade. O crime aconteceu após ela sair para encontrar o namorado e acordar no dia seguinte nua, em ambiente com homens fortemente armados e dopada.

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