#Michel Temer assumiu a presidência da República hoje e às 18h realizou um pronunciamento para a imprensa, sendo este transmitido por emissoras de TV, Rádio e alguns canais do Youtube.

O presidente interino falou dos desafios de seu #Governo e apresentou algumas propostas de melhoria que serão colocadas em prática a partir de agora. Temer estava cercado de seus novos ministros. Dilma exonerou 28 ministros na noite de ontem, mantendo o presidente do Banco Central, que deve ficar no cargo até começo de junho.

Os internautas elogiaram a dicção e sotaque de Michel Temer, que falou com maestria, deixando para trás os discursos desgastados sobre o golpe, o vento estocado, a veneração à mandioca, etc.

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O que acontece daqui pra frente?

Michel Temer fica em exercício no cargo, entretanto, #Dilma Rousseff ainda é a presidente do Brasil. A presidente encontra-se em condição de afastamento, não podendo exercer o cargo, mas não perde o status do cargo. Seu retorno para a presidência é tão difícil quanto esquecer que o Brasil perdeu por 7x1 no estranho jogo com a Alemanha na Copa de 2014, mas ainda assim, possui ampla defesa para tentar reverter o impeachment.

Sua saída após o julgamento depende de 54 votos para ser aprovada. Como hoje houve 55 votos para a aprovação do afastamento, a luta de Dilma deve ficar na missão quase impossível de convencer pelo menos dois senadores a votarem contra o impeachment definitivo.

Conforme dispõe a lei do impeachment, Dilma fica afastada por até 180 dias, entretanto, é provável que a decisão seja mais célere, até porque o mandato de Ricardo Lewandowsk encerra-se em setembro e não é interessante que o caso seja passado para sua substituta, Cármen Lúcia.

O que muda para Dilma?

Além de estar afastada do Palácio do Planalto, nada.

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O Senado decidiu que ela tem o direito de manter seu salário integral de cerca de R$30 mil, assistência médica, transporte terrestre e aéreo (FAB), empregados, residência oficial no Palácio da Alvorada e quinze assessores.

Se sofrer o impeachment, perde todas as regalias e fica inelegível por oito anos. Se a decisão não for tomada em seis meses ou for absolvida, mantêm todas as regalias e retorna à presidência da república.