O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Enrique Ricardo Lewandowski, está prestes a viver um dos momentos mais marcantes de sua carreira. Ele assumirá o Senado enquanto a presidente Dilma Rousseff estiver afastada. Isso se no dia 12 os Senadores votarem a favor de seu afastamento, que pode demorar, no máximo, 180 dias. Lewandowski é considerado pela oposição e pela mídia que cobre política como um aliado do governo, por ter dado decisões mais favoráveis à Dilma. Em alguns sites de política ele é chamado até de Ministro 247, fazendo uma referência à uma página que seria mantida pelo PT e que tem esse número como nome. O número somado dá 13, dígito utilizado por Dilma e pelo ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva nas eleições.

Publicidade
Publicidade

De acordo com informações do site Diário do Poder, ele quer concluir o julgamento de Dilma antes de se aposentar. Para isso, a resolução do #Impeachment precisaria acontecer até setembro, quando termina o mandato dele no Supremo. Sai Lewandowski e entrará Cármen Lúcia como a presidente da mais alta corte do país. A história do Ministro com o STF ocorreu há dez anos, quando em 2006 ele foi indicado por Lula para virar juiz da casa. Nascido no Rio de Janeiro, ele passou a maior parte de sua criação no grande ABC, região onde o mesmo Lula virou um dos maiores líderes sindicais do país, sendo mais tarde diversas vezes candidatos a presidente, até vencer seu primeiro pleito nos anos 2000.

O Ministro, ao contrário do que muita gente possa acreditar, nega que seja amigo de Lula.

Publicidade

Pelo contrário, ele começou sua vida pública justamente com a ajuda de legendas de direita. Lewandowsk formou-se em direito na década de 70 do século passado. Na década de 80, ele já era doutor. Com a ajuda de políticos do PMDB, ele assumiu cargos importantes durante toda essa década. No entanto, nos anos 90 ele assumiu o cargo de juiz do Tribunal paulista. No fim desses anos, já era desembargador do TJ, virando mais tarde também professor da USP e conseguindo seu mais alto cargo, como já mencionamos, na gestão de Lula.  #Dilma Rousseff