O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, está desde o início desse mês acumulando mais uma função, a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com informações publicadas nesta terça-feira, 24, pela coluna 'Radar', assinada pela jornalista Vera Magalhães, Gilmar pretende criar uma ação à frente da Justiça Eleitoral que deve gerar muitas discussões. A ideia do agora presidente do TSE é dar oportunidades de trabalho para ex-presidiários em órgãos da justiça eleitoral. O programa a ser lançado já tem até nome: 'Começar de Novo'. 

O objetivo de Gilmar Mendes é unir os órgãos da Justiça Eleitoral e o próprio TSE na criação de vagas para os chamados "egressos', nome dado para quem já prestou suas contas com a justiça e agora tenta achar um espaço na sociedade.

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Muitos ex-presidiários acabam voltando para a cadeia por cometerem novos crimes. Quando questionados porque voltaram à criminalidade, a maioria costuma responder que a falta de oportunidades e o preconceito da sociedade ajudou a criar essa triste estatística. 

'O Começar de Novo', é claro, recebe críticas de muitos eleitores, que tem certo receio e porque não dizer preconceito, em relação ao assunto. O Ministro do Supremo Tribunal Federal tem histórico em trabalhos relacionados à área prisional. Ele já presidiu, por exemplo, a Comissão Nacional de Justiça (CNJ). Na época de sua gestão, mutirões foram criados para analisar a situação de presos. Esse tipo de iniciativa ficou conhecida como "mutirões carcerários".

Na Comissão Nacional de Justiça, Gilmar Mendes ajudou a libertar, por exemplo, prisioneiros que estavam na cadeia sem condenações específicas ou cujas penas já tinham sido cumpridas.

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Esse é um triste retrato do sistema prisional brasileiro, um dos maiores do mundo. Além de não condenações ou de erros no tempo da prisão, os presidiários são vítimas de uma superlotação do sistema e da falta de atividades na cadeia. Muitos defendem que o ideal é que existisse uma forma laboral nas prisões, que ajudassem, inclusive, a custear o sistema carcerário. #Eleições #Crime #Eleições 2016