Nem tudo pode estar perdido para o Brasil em 2016. Apesar da crise econômica, instabilidade política, problemas com o zica vírus, entre outros, a Agência Moody's - uma das três maiores do mundo em classificação de risco de crédito - divulgou uma análise recente em que o Rio de Janeiro se saiu bem graças aos possíveis legados a serem deixados dos Jogos Olímpicos de 2016.

De acordo com o documento publicado pela agência, alguns fatores contribuem para a avaliação positiva. O aumento dos turistas, por exemplo, é um deles, já que a movimentação irá gerar um maior recolhimento de impostos, ainda que apenas por um determinado período.

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Contudo, segundo especialistas envolvidos na análise, "é necessário pensar a longo prazo", investindo em mais empregos que deem continuidade aos investimentos capazes de atrair turistas e seguir movimentando a economia em diversos segmentos.

O documento considerou ainda a comparação entre os gastos das Olimpíadas no Rio com os gastos dos jogos em outras sedes, como Londres, a mais recente, quando cerca de 15 bilhões de dólares foram utilizados. No Rio, por sua vez esse valor cai para 5 bilhões de dólares. Já com relação a outra evento esportivo, dessa vez a Copa do Mundo no Brasil, os Jogos Olímpicos geraram cerca de R$ 25 bilhões em investimentos na área de infraestrutura, contra R$ 26 bilhões da Copa.

Mesmo com os atrasos na maioria das obras para os jogos, a agência considerou que a preparação foi realizado dentro do prazo e orçamento previsto, o que se pode considerar um pensamento otimista frente às dificuldades enfrentadas.

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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, comentou a avaliação da Moody's defendendo as parcerias com empresas privadas, que foram as grandes patrocinadoras da maior parte das obras. "Isso mostra que você tem formas de fazer as coisas no Brasil chamando setor privado para a parceria, dando ganho pro setor privado", afirmou, ressaltando que, dessa forma, sobra verba para o setor público investir em áreas como saúde e educação, que difícilmente são visadas pelo setor privado. #Rio2016