Circula na internet imagens de uma manifestação que aconteceu na comunidade onde uma jovem de apenas 16 anos foi estuprada por mais de 30 homens. Na foto, pessoas que não se identificaram levaram faixas e cartazes para defender a "tese" de que não houve abuso e de que a adolescente apenas marcou de ter relações íntimas em grupo com moradores locais. O protesto aconteceu no bairro da Praça Seca, em frente à favela do Barão, onde ocorreu o #Crime, localizada na zona oeste do Rio de Janeiro.

Nas faixas, dizeres como "não houve 33", "aqui não tem estuprador", "nenhuma comunidade aceita estuprador", "foi orgia" e "não teve estupro" foram levantadas pelos moradores junto com palavras de ordem, gritadas pelas ruas do bairro.

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Também foram divulgados vídeos na internet com cerca de 50 pessoas que estiveram na manifestação.

A delegada Cristiana Bento da Delegacia da Criança, que assumiu o caso no último domingo após o afastamento de Alessandro Thiers da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, contradiz os moradores e afirmou enfaticamente em entrevista para a imprensa de que houve estupro e ressaltou de que não há dúvidas sobre o que ocorreu naquele quarto da comunidade, também conhecido como "abatedouro", isto é, o local onde são levadas meninas para ter relações sexuais com moradores.

"Está lá no vídeo, mostra um rapaz manipulando a menina. O estupro está provado", sentenciou a oficial.

Entenda a história

Tudo começou quando um vídeo postado por um dos jovens que participou da ação criminosa foi recebeu denúncias por meio de inúmeros internautas, no último sábado, dia 21 de maio.

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Nas imagens, a adolescente foi exibida desacordada, nua e sangrando enquanto homens debochavam de seu estado. Frases como "mais de 30" e "essa engravidou" constam na gravação.

A história chocou o Brasil e teve até repercussão internacional. O presidente interino Michel Temer (PMDB) prometeu que casos como esse não vão se repetir. E até mesmo o governador do Estado do Rio, Francisco Dornelles (PMDB) sugeriu que a solução para estupradores é a pena de morte. Outros políticos mais conservadores, como Jair Bolsonaro (PSC-Rio) falou em "castração química" aos bandidos. #Investigação Criminal #Casos de polícia