O Ministério Público do Maranhão quer que o deputado Waldir Maranhão perca o cargo. A entidade, de acordo com informações do UOL publicadas nesta quarta-feira, 18,vai propôr que o presidente interino da Câmara dos deputados perca os seus direitos políticos. O motivo seria recebimento ilegal de uma Universidade estadual, a Uema. Ele, mesmo sem dar aulas, receberia salário de professor de nível superior. Maranhão tentou assim que assumiu a presidência interina "salvar" a hoje presidente afastada da república Dilma Rousseff. Ele chegou a publicar um comunicado que anula a sessão da Câmara que decretou o afastamento da petista. 

Em quase dois anos, entre fevereiro de 2014 e dezembro de 2015, Valdir teria recebido R$ 368 mil sem trabalhar.

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A lei brasileira garante que quando se assume um cargo eletivo, como o de parlamentar, o eleito se afasta do cargo e pode escolher aquele de salário mais alto. No entanto, salários não podem ser acumulados justamente porque não é possível estar em dois lugares ao mesmo tempo, além disso, essa é uma maneira de evitar irregularidades e dar mais acesso aos setor público. 

Mudanças de comportamento na Câmara

A situação de Maranhão é tão ruim, que o deputado do Partido Progressista perdeu até o seu mais ferrenho defensor no plenário. O parlamentar Silvio Costa, do PT do B de Pernambuco, fez uma fala exaltada no Plenário, dizendo que o seu antes colega defendido deveria "ser internado". Silvio Costa ainda chamou o deputado que votou contra o #Impeachment de #Dilma Rousseff de "desmoralizado" e que a partir agora o político terá mais um adversário na sua frente.

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"Esse Waldir Maranhão não merece uma vírgula a mais de respeito", desabafou. 

Nesta quarta-feira, o  deputado federal paulista Baleia Rossi confirmou que é o novo líder do PMDB na Câmara. Ele é empresário e está na estreia de sua mandato de deputado federal. Baleia já era  Presidente do diretório estadual do PMDB de São Paulo. Ele tem relações próximas com o presidente em exercício Michel Temer e deve fazer a ponte entre o peemedebista e o parlamento.  #Lula