A manhã desta segunda-feira, 09, já começou movimentada para o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra, o MST. O grupo decidiu invadir uma propriedade localizada no interior de São Paulo. De acordo com informações do site do jornal 'O Estado de São Paulo', o local seria uma fazenda ligada ao vice-presidente da república Michel Temer, do PMDB. Em nota, os Sem-Terras confirmaram a ocupação, explicando seus motivos para tal empreitada. De acordo com ele, o objetivo é fazer uma negociação contra a "conspiração do golpe", forma como chamam o #Impeachment da presidente #Dilma Rousseff, que tem forte apoio do movimento. Na quarta-feira, 11, acontece a votação do impedimento no Senado, quando são fortes as chances de Rousseff ser afastada.

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Caso o Congresso assim decida, quem assume em até 48 horas é o vice Michel Temer, que já até monta seus Ministérios. Isso porque o afastamento já é certeza na turma do governo, pois são necessários 41 votos, no mínimo, para que Dilma fique até 180 dias fora do poder, mas a oposição contabiliza mais de 50, quantidade perto do número necessário para a deposição, que é de 54, e que só acontece em uma outra votação no futuro. Isso se Dilma decidir passar por todo o processo de impeachment e não renunciar antes. 

A Fazenda invadida pelo MST está entre os municípios de Fernão, Duartina, Lucianópolis e Gália, bem próxima à cidade de Bauru. O Movimento dos Sem-Terra explicou que não há qualquer documento que prove que o vice-presidente realmente seja proprietário da fazenda, mas que na região todo mundo comenta que ele seria sim o proprietário das terras.

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Michel Temer ainda não comentou a invasão. Já o MST não deu uma data para deixar o local, o que só deve acontecer com Dilma vencendo o impedimento. 

Além de se manifestarem contra o chamado "golpe", os que protestam pedem reforma agrária em todo o Brasil. O grupo ainda diz que a propriedade está agredindo os direitos do trabalhador e plantando eucalipto, que poderia gerar problemas ao solo.  Segundo o Estadão, a propriedade seria ligada à empresa Argeplan e tem mais de 1500 hectares. E você, o que achou do protesto? Comente em nossa reportagem.