De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, cerca de 1.500 manifestantes fizeram um protesto contra a violência à mulher. A manifestação, no entanto, teve diversos momentos de tumulto. Algumas mulheres furaram barreiras montadas por policiais e depredaram o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), pintando diversas mãos em vermelho, simbolizando o estupro sofrido diariamente por mulheres no Brasil. O protesto foi motivado depois de uma menina de 16 anos ser violentada por mais de 30 homens no Rio de Janeiro

O grupo feminista também pediu a saída do presidente em exercício Michel Temer, do PMDB. Algumas manifestantes solicitaram entrar em um espaço destinado à estatua da Justiça, localizada na Praça dos Três Poderes, mas foram impedidas.

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Com flores nas mãos, uma delas conseguiu pular a barreira. A partir daí começou uma confusão generalizada e policiais usaram spray de pimenta para conter as manifestantes. Para evitar que a estátua da Justiça sofresse depredações, policias formaram uma barreira humana em torno dela.

Não adiantou muito. Até calcinhas foram jogadas em direção à estátua. Outras peças íntimas foram penduradas na parede externa do prédio do STF. Um manifestante chegou a ter voz de prisão, mas a confusão ficou maior e as mulheres começaram a gritar para soltar o homem. A polícia acabou libertando o rapaz. A Polícia Militar nega que tenha existido feridos na ação, mas de acordo com informações do jornal 'Folha de São Paulo', muitas mulheres relataram passar mal com a ação. "Só queríamos entregar flores", disse uma manifestante irritada ao jornal paulista. 

Já outra manifestante disse que era um direito delas estar ali.

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O local é considerado de segurança nacional por ser sede da mais alta corte de justiça do país. A entrada e saída de pessoas só acontece com autorização de seguranças. Ainda assim, recentemente, uma escuta telefônica foi encontrada em um dos gabinetes do Supremo Tribunal Federal. O caso é investigado pela polícia da entidade, que demorou mais de um mês para divulgar a ação criminosa.  #Protestos no Brasil