Uma manifestação acabou mal para 73 mulheres nesta terça-feira, 10. Elas decidiram fazer um protesto contra dois deputados que embarcaram em um avião da TAM com destino à Brasília. Eram eles Tia Eron (PRB-BA) e Magalhães Júnior (PSDB - BA), ambos votaram a favor do processo de #Impeachment da presidente da república Dilma Rousseff. Ao ver os políticos entrando na aeronave, o grupo começou a gritar frases como "Não vai ter Golpe". O comandante do avião solicitou que elas ficassem quietas ao longo da viagem, quando o avião posou em Brasília novos gritos a favor da presidente. A confusão fez com que a Polícia Federal fosse chamado e as dezenas de mulheres acabassem detidas. 

Susto com detenção leva manifestantes a passarem mal

A detenção ocorreu logo depois da aterrissagem.

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Antes dos profissionais de segurança entrarem no avião, o comandante avisou que ninguém poderia sair do local. Outros passageiros, inclusive os deputados, puderam continuar seu trajetos normalmente. A detenção acabou assustando as manifestantes, que não esperavam esse desfecho. Elas precisaram apresentar documentos de identificação e esperar em uma sala destinada à Polícia Federal no aeroporto de Brasília. Algumas mulheres passaram mal. Uma delas precisou até de atendimento médico dentro do voo. 

Veja abaixo o vídeo com o momento do protesto:

As passageiras que se revoltaram com a presença dos deputados opositores vão ficar na cidade até o dia 13 de maio para uma Conferência de políticas para mulheres. Antes de irem para a sala da Polícia Federal no aeroporto, elas chegaram a esperar por uma hora e meia dentro da aeronave até a transferência.

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Em entrevista ao G1, Jéssica Sinai, uma das representantes chamou o momento de "constrangedor". Ela disse que em nenhum momento as passageiras colocaram perigo aos demais tripulantes. Segundo Jéssica, o protesto só foi realizado quando o avião já estava no chão.

Atitude já foi utilizada outras vezes

Não é a primeira vez que um manifestante ou passageiro revoltado é detido em um voo. Essa é a atitude padrão a ser adotada, como informou por nota a TAM, empresa aérea responsável pelo embarque e desembarque das mulheres.  #Dilma Rousseff