Sem alarde, a rede de lojas Riachuelo decidiu dar mais representatividade às relações homoafetivas em suas lojas. A Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual do Rio de Janeiro flagrou, nesta terça-feira, uma loja da rede, no Rio de Janeiro, com uma vitrine diferente. Os manequins utilizados formavam pares de casais gays. A Riachuelo ainda não se pronunciou sobre a ação. Não está claro ainda se a ação é pontual, por iniciativa de algum funcionário, ou se deve ser adotada em todas as lojas.

A iniciativa da marca acontece menos de uma semana depois do sucesso da campanha Dia dos Misturados, realizada pela C&A. No primeiro vídeo, casais heterossexuais trocavam de roupas.

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Os homens saíam vestidos com peças de roupa femininas, como um sapato de alto alto, enquanto as mulheres terminavam usando algumas roupas masculinas. O vídeo provocou a fúria da cantora gospel Ana Paula Valadão, que usou as redes sociais para pedir um boicote à marca. O pedido teve efeito contrário. A polêmica declaração da cantora, acusada de homofóbica, fez o vídeo se tornar viral e ter milhões de visualizações no Facebook e Youtube. Pouco tempo depois, a C&A divulgou um segundo vídeo da campanha, afirmando que era a favor da diversidade, "inclusive de opiniões". 

Apesar das milhares de críticas que recebeu, Ana Paula Valadão decidiu insistir no discurso homofóbico, e publicou novos depoimentos nas redes sociais, defendendo a família tradicional (formada por homem e por mulher) e com frases clássicas dos conservadores, como "Deus fez homem e mulher" e "não à ideologia de gênero".

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A cantora disse ainda que estava orando por aqueles que falam mal dela.

Desde a campanha da C&A, a Riachuelo vinha sendo pressionada por ativistas gays a dar mais visibilidade a casais homossexuais em suas campanhas. No perfil da empresa no Facebook, há comentários como "Queremos representação de casais homoafetivos! Homossexuais também namoram, Riachuelo!". A empresa não respondeu o comentário, mas também não censurou.

Ao que tudo indica, as empresas estão cada vez mais interessadas em dar visibilidade aos homossexuais e conquistar um pouco do chamado pink money. #Comunicação #Comportamento #Homofobia