Desde que assumiu interinamente a presidência da república, Michel Temer vem sendo alvo de críticas pelo fato de não ter nomeado mulheres como ministras do seu governo. Por conta disso, o país pode regredir 22 duas posições no Índice Global de Desigualdade de Gênero.

A pedido da BBC Brasil, o Fórum Econômico Mundial calculou um impacto imediato que um gabinete composto apenas por homens poderia causar ao país em relação a sua posição no ranking e constatou que o Brasil cairia de 85° para 107° na contagem geral.

A queda brusca deve-se ao fato de que, atualmente, é raro um país não possuir ao menos uma mulher na direção de um ministério.

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Países como Brunei, Hungria, Arábia Saudita, Eslováquia e Paquistão não possuem ministras.

O Índice Global de Desigualdade de Gênero usa dados de pesquisas cedidas por várias outras organizações para avaliar a situação e participação feminina na sociedade, dividindo-se em categorias como Sociedade e Sobrevivência, Participação Econômica e Oportunidade, Conquista Educacional e Empoderamento Político.

A fórmula que avalia o Empoderamento Político – este que é o quesito em que a falta da figura feminina causa maior impacto – se baseia no número de mulheres frente ao número de homens que ocupam cargos ministeriais, além de ser levado em consideração o tempo que o cargo mais alto do país permaneceu ocupado por uma mulher.

No ano passado, o Brasil teve um desempenho bom nas categorias Conquista Educacional e Saúde e Sobrevivência, alcançando uma pontuação máxima de igualdade.

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Entretanto, nas duas outras categorias, Participação Econômica e Oportunidades e Empoderamento Político, não atingiu uma boa pontuação.

MULHERES NO MINISTÉRIO

A primeira mulher a ser indicada como ministra foi Esther Ferraz, que foi indicada para a pasta da Educação e Cultura, pelo general João Figueiredo. Depois dele todos os presidentes nomearam mulheres ao posto.

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e a presidente afastada Dilma Rousseff, foram os presidentes que mais nomearam mulheres, com 11 e 15 ministras respectivamente. #Michel Temer