O novo presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão - do Partido Progressista do Maranhão - mal assumiu o cargo na casa dos parlamentares e já vem provocando polêmicas. Nesta sexta-feira, 06, ele sinalizou que pode invalidar a sessão do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara, que aprovou com 367 votos o prosseguimento do pedido contra a petista, que agora no Senado. Com a foto de uma urna, ele escreveu que o governo e do povo em uma democracia. Waldir também escreveu que a democracia merece ser respeitada. Maranhão era aliado de Eduardo Cunha - do PMDB do Rio de Janeiro - até pouco antes da votação do impedimento. Ele teria se encontrado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um hotel, em Brasília, dias antes da votação.

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O deputado maranhense, que chegou a dizer que votaria contra Dilma, na hora "H" mudou de lado e foi da minoria, que argumentou que o processo era um "golpe". 

Waldir agora deve apoiar a tese da advocacia-geral da União. O advogado e ex-Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, tenta no Supremo Tribunal Federal (STF) usar a tese de que Eduardo Cunha teria manipulado a Câmara e não tinha condições de presidir uma votação tão importante como a que decidiu sobre o afastamento da petista. O Supremo afastou Eduardo depois de um pedido da Procuradoria-Geral da República, que acusa o parlamentar de estar envolvido em questões criminosas. O deputado disse que irá recorrer. 

Denúncia grave da 'Veja'

Nesta sexta-feira, a Revista Veja publicou áudios que seriam vinculados a Maranhão.

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Ele é investigado há dois anos pela Procuradoria-Geral da República em um esquema que apura corrupção e enriquecimento ilícito. Segundo a publicação, o parlamentar teria recebido R$ 60 mil para ajudar um doleiro a vender fundos para uma prefeitura do interior do estado que o elegeu. Nos áudios, Waldir aparece organizando encontro com políticos e personalidades. Um dos depoimentos dados à polícia federal, com um dos envolvidos no esquema, mostra que a esposa de Maranhão teria recebido R$ 10 mil em sua conta a pedido do próprio deputado. Ele ainda não comentou as denúncias.  #PT #Dilma Rousseff #Impeachment