O empresário Marcelo Odebrecht, segundo informações do jornal O Globo, deu depoimentos afim de conquistar uma delação premiada que complicam ainda mais a vida da presidente da república Dilma Rousseff. Segundo o empresário de uma das empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato, a líder petista atuou para tirá-la da cadeia. As revelações não param por aí. Marcelo disse que o ex-Ministro da Fazenda Guido Mantega e Luciano Coutinho, atual presidente do BNDES, teriam feito chantagens aos empresários para garantir mais dinheiro para a campanha de reeleição da presidência da república. 

Em troca das doações milionários, Marcelo Odebrecht recebeu dos nomes do governo Dilma a certeza de que também seria ajudado em momentos oportunos.

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Coutinho e Mantega teriam mandado o empresário se reunir com o tesoureiro da campanha de Rousseff, o hoje Ministro Edinho Silva. Todos os citados pelo dono da Odebrechet negam suas acusações, como vem acontecendo durante as delações da Lava Jato. Para que a delação premiada tenha valor, os delatores precisam provar o que estão dizendo, seja por meio de testemunhas ou documentos cabais. 

Marcelo confirmou que as denúncias feitas pelo Senador Delcídio do Amaral são verdadeira ao ponto de Dilma tentar revogar a prisão do empresário. Ele foi preso depois de uma determinação do juiz Sérgio Moro, que ganhou posição de protagonismo nos últimos dois anos, tempo em que a Lava Jato tenta investigar todas as pessoas que tenham ligação com o dinheiro de corrupção desviado da maior estatal brasileira, a Petrobrás.

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A nova delação complica mais a vida da presidente e pode ser um golpe "fatal" contra ela. Isso porque recentemente o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que abrisse uma investigação contra a presidente justamente baseado nos depoimentos de Delcídio. Janot acusa a líder petista de tentar obstruir a apuração do juiz Federal Sérgio Moro. Tudo isso faltando poucos dias para a votação no Senado, que decidirá se Dilma será ou não afastada do seu cargo. A votação está marcada para o dia 11.  #Lula #Dilma Rousseff #Impeachment