Como forma de se solidarizar com os dois maiores casos de estupro no Brasil nos últimos tempos, o que aconteceu no Rio de Janeiro mais recentemente e o que aconteceu em Bom Jesus, no Piauí, há uma semana, a ONU Mulheres divulgou comunicado. A área da famosa organização mundial no Brasil pediu que a nossa sociedade não tenha tolerância com qualquer forma de violência contra mulheres e também com sua banalização.

No comunicado, a ONU Mulheres também solicita aos poderes públicos do Piauí e Rio de Janeiro que incorporem perspectiva de gênero na investigação, processo e julgamento em casos de estupro, para que as meninas não sejam "revitimizadas", fazendo-as serem as culpadas pelo o que lhes aconteceu.

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O comunicado faz ainda paralelos entre os dois chocantes e recentes casos brasileiros, chamando-os de "bárbaros", afirmando que ambas adolescentes foram seduzidas para tramas já programadas pelos agressores e chamando atenção para o fato de que os dois estupros aconteceram com uso de drogas ilícitas.

De acordo com a ONU Mulheres, a "revitimação" acontece quando a vítima de estupro é exposta por vídeos ou fotos, como acontece no caso do Rio de Janeiro, em que os estupradores postaram vídeo e ainda ironizavam a situação. Também há o problema da "culpabilização", pois a sociedade acaba julgando as garotas se baseando em ideias sexistas e preconceituosas.

Por fim, o comunicado diz ainda que o estupro e suas consequências psicológicas e físicas não podem ser jamais tolerados, muito menos justificados, e que as vítimas devem ter total condição para evitar que o sofrimento vindo pela violência não se estenda ainda mais.

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O caso do Rio de Janeiro veio à público na última quarta-feira (25), após alguns dos 33 homens que estupraram adolescente de 16 anos postarem vídeo pós-estupro no Twitter. Milhares de internautas se revoltaram com o caso e denunciaram a conta, que já foi bloqueada da rede social.

Já o caso do Piauí aconteceu há apenas uma semana: uma menina de apenas 17 anos foi amarrada e amordaçada e ainda foi estuprada por cinco homens. Os cinco homens teriam aproveitado que a garota estava bêbada; ela tinha acabado de brigar com o namorado e resolveu "afogar as mágoas" tomando "um litro de cachaça", nas palavras do delegado do caso, Aldely Fontineli.

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