Acaba de ser divulgado na internet por diversos perfis no Youtube, Twitter , Facebook e outras redes sociais um vídeo com supostas conversas entre membros do estupro coletivo contra uma jovem de 16 anos, que tem sido noticiado nos últimos dias. Nas conversas, os homens ainda não identificados acusam a adolescente de ter consentido com o sexo e dizem que ela é frequentadora da região. Segundo as informações declaradas nas conversas, a jovem pediu que fosse feita uma orgia entre amigos da "boca de fumo" e, quando estava mais animada, disse que poderiam ir todas as pessoas do local. Segundo um dos áudios, participaram do ato cerca de 36 homens, que filmaram a ação no final.

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O vídeo ainda não tem origem definida e a Polícia do Rio de Janeiro não se manifestou a respeito. O caso chocou muitas pessoas, que levantaram a bandeira contra o estupro e a naturalização do ato violento. A jovem, que tem um filho de apenas três anos de idade, prestou queixa e também fez ontem, quinta-feira, exame de corpo delito no Hospital Souza Aguiar. 

Segundo informações da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, o caso é verídico e até mesmo o presidente interino Michel Temer (PMDB) se manifestou a respeito. Temer disse que irá criar uma força-tarefa para combater esse tipo de ato de violência, que ele classificou como uma "barbárie". 

Segundo relato da adolescente, ela encontrou-se com um amigo no bairro da Praça Seca, Zona Oeste do Rio. O jovem se chama Lucas Perdomo Duarte dos Santos, de 19 anos.

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Após ir à casa dele, ela conta que ficou desacordada e quando deu por si estava no Morro do Barrão, localizado na mesma região da cidade, cercada por homens armados que abusaram deu seu corpo. Pela internet, ela desabafou em seu perfil e agradeceu a compreensão de todos e também por não ser julgada de forma injusta.

A avó da adolescente também deu entrevista para a rádio CBN. A idosa chorou ao contar o que viu no vídeo e disse que não acreditou na hora. 

O caso repercutiu rapidamente e foram levantadas campanhas em várias redes sociais contra a "cultura do estupro".

Ouça o suposto áudio dos envolvidos no caso.

AVISO: O ÁUDIO CONTÉM LINGUAJAR XULO, DE BAIXO CALÃO.

#Crime #Investigação Criminal #Casos de polícia