Corrupção com aval divino, ou quase isso. É por aí que andam as investigações da Lava Jato, que agora foi parar, pasmem, em uma igreja católica, mais precisamente a Paróquia de São Pedro, localizada na capital federal. O local era frequentado assiduamente pelo ex-Senador Gim Argello, do PDT. Ele era um dos maiores apoiadores do governo da presidente Dilma Rousseff. Gim tinha relação próxima com o padre Moacir Anastácio Carvalho, que confessou aos agentes federais que recebeu de doações em 2014 quase R$ 1 milhão (R$ 850 mil). Segundo Moacir, o dinheiro partiu de três grandes empresas de construção, a Via Engenharia, a Andrade Gutierrez e a OAS.

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Além do ex-Senador "Dilmista', quem também estaria sendo investigado por supostamente transformar a casa de Deus em local para lavagem de dinheiro é o ex-governador Agnelo Queiroz, que comandou o Distrito Federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Como o padre então gastou quase R$ 1 milhão de reais em apenas um ano? Essa é a pergunta feita  pelos agentes da Lava Jato. Para isso, Moacir Carvalho deu um depoimento nesta semana em que revelou ter usado muito bem o dinheiro. Segundo o pároco, a sua igreja possui hoje uma área de vinte hectares, na qual está sendo construído um novo templo. O objetivo dele é conseguir receber uma das maiores festas do país, Pentecoste. O tempo religioso terá mais de doze mil metros quadrados. A festa em Brasília chega a durar três dias e receber nesse período três milhões de fieis, um milhão por dia. 

Na festa anual, muitos políticos aproveitam para fazer campanha para si mesmo ou anunciar benfeitorias.

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O padre costuma passar seu microfone e dar a palavra a figuras públicas. Uma das caridades partiu de Agnelo Queiroz, que ajudou a igreja de Brasília a receber R$ 300 mil. Outras duas doações completaram o montante analisando sob enorme surpresa. A polícia agora quer saber se o dinheiro apenas era depositado na conta do religioso, quando na verdade pode ter sido usado como propina. O padre nega as acusações feitas contra ele. E para você, o que houve nessa relação que vive provocando polêmica?  #Dilma Rousseff #Impeachment