A saída de Dilma Rousseff da presidência do Brasil após a aprovação do início do processo de impeachment na Câmara dos Deputados e no Senado, que culminou na substituição dela por Michel Temer, segue gerando especulações especialmente sobre como será a Olimpíada do Rio de Janeiro.

Leonardo Picciani (PMDB-RJ), novo ministro do Esporte, afirmou nesta segunda-feira (16) ao portal G1, logo após uma reunião com o presidente em exercício, que não existe risco na realização do evento esportivo por conta da mudança na política. Ele também destacou que as obras para os jogos olímpicos estão dentro da "normalidade".

A respeito da troca nos ministérios com a nomeação de Temer, Picciani declarou que a relação com o comitê organizador da Olimpíada é positiva, assim como a relação da cidade do Rio de Janeiro com o governo do estado e, por isso, não identificou nenhum risco de continuidade da preparação nesta reta final, o que ele chama de "ajuste fino" na realização do evento.

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Ainda de acordo com Leonardo, Michel Temer entrou em contato por telefone e conversou com o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, e, na ocasião, reafirmou todas as garantias que foram assumidas pelo governo no ano de 2007. O Ministro do Esporte avaliou o contato como positivo.

Porém, apesar dessa tranquilidade, ainda existem temores a respeito das manifestações, que seguem em diversos pontos do Brasil mesmo apesar da saída de Dilma Rousseff do governo, durante o período de jogos. As mesmas são lideradas por pessoas descontentes com o processo de impeachment ou os que querem que a "faxina" política continue e inclua Michel Temer, já que Eduardo Cunha também não é mais presidente da Câmara dos Deputados.

A esse respeito, Henrique Eduardo Alves, ministro do Turismo, afirmou que os protestos aconteceram e foram tratados de maneira respeitosa e democrática durante a Copa do Mundo de 2014 e o mesmo ocorrerá agora.

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Ele argumentou ainda que o desempenho do país não foi afetado há dois anos.

Picciani adicionou que ouviu dos ministros da Defesa e da Justiça que os efetivos das Forças Armadas serão utilizados somente caso haja necessidade. O ministro mencionou, por fim, que não tem conhecimento de preocupação a esse respeito nem dos efetivos da Polícia Federal nem das Forças Armadas.

Cabe lembrar, um relatório publicado pela agência Moody destacou que a Olimpíada do Rio de Janeiro vai trazer benefícios para o Brasil, mas não vai tirar o país da recessão. #Rio2016