Durante o período em que o processo da presidente Dilma Rousseff ainda tramitava na Câmara dos deputados, ela teve um aliado ferrenho, o líder do PMDB carioca, Leonardo Picciani. No entanto, segundo informações do jornal carioca 'O Dia' em reportagem publicada nesta sexta-feira, 06, o peemedebista pode "virar a casaca" e virar praticamente um braço direito do vice-presidente Michel Temer, que pode assumir o governo federal já na próxima quinta-feira, 12. O deputado federal é cotado para receber o Ministério do Esporte em um período muito importante para essa área, afinal, o Rio de Janeiro receberá a primeira Olimpíada realizada na América do Sul, mas sobre isso falaremos mais adiante. 

Outra novidade é que o Ministério dos Transportes deve ser incorporado com a Secretaria de Aviação Civil.

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Segundo o deputado federal Maurício Quintella Lessa, do Partido da República de Alagoas, o nome do Ministro da área ainda não foi definido. No entanto, o nome de Picciani já é dado como certo. Ele aparecerá como o homem forte no período olímpico e deve posar em eventos transmitidos na televisão do mundo todo. Segundo a coluna 'Radar' da Veja, existe até a possibilidade que Temer e Dilma sejam chamados de chefes de estado durante as olimpíadas. 

Outro que defendia Dilma e não deve ficar na "mingua" é Helder Barbalho, do PMDB do Pará. Ele ficará a cargo do Ministério dos Portos. Helder é filho de Jader, que também tem o mesmo sobrenome e vota pelo #Impeachment no Senado. Interlocutores negam que o Ministério seja uma forma de pressionar Jader Barbalho pelo voto "sim" no afastamento e mais tarde na "deposição", caso o afastamento de Dilma (muito provável) passe no dia 11 no Congresso. 

O fato de ex-Dilmistas estarem debandando para o lado de Temer mostra que a cada dia fica mais difícil a tese da presidente, que acredita que conseguirá retomar o governo, caso seja afastada.

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Até mesmo suas teses de defesa ganham cada vez menos espaço na mídia e no próprio Senado. Nesta sexta, por exemplo, a Comissão do impeachment aprovou o relatório de Anastasia por 15 votos a 5.  #Dilma Rousseff