A investigação sobre o estupro da garota de 16 anos está entrando em uma nova fase e, agora, a Polícia Civil do Rio de Janeiro diz não saber se houve realmente a violência sexual contra a jovem. Essa hipótese foi levantada, após o depoimento de três envolvidos, nesta última sexta-feira (27)

Alessandro Thiers, delegado responsável pela Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, informou que a investigação ainda não pode concluir se a garota estava dopada na hora da relação sexual ou se houve consentimento da parte dela. O delegado informou ainda que a polícia não pode acusar ninguém de estupro coletivo, se não houver provas.

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Raí Souza, de 18 anos, responsável por gravar o vídeo da menina nua e sangrando, também já foi ouvido, assim como o jogador Lucas Perdomo, 20 anos, que era citado no caso como namorado da garota, mas ele informou, em seu depoimento, que não namora com ela e que no dia do #Crime ele teve relação sexual com outra. Raí foi quem teve relações sexuais com a garota, mas ele garantiu que em momento algum a teria estuprado. Ele ainda contou que a gravação foi realizada por um traficante da comunidade.

Para montar este quebra-cabeça, a polícia civil convocará, para depoimento, outras três pessoas para ver se, assim, consegue fechar a história como realmente teria acontecido.

O delegado responsável pelo caso confirmou que somente irá pedir a prisão de alguém quando o crime for comprovado. Até o momento, o único crime comprovado foi em relação ao vídeo divulgado no Twitter e, neste caso, o condenado pode receber uma pena que varia de 3 a 6 anos de prisão.

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Lucas, citado como namorado da garota violentada, disse que não tem nenhum tipo de relacionamento com ela e que a jovem teria inventado esta história de estupro para justificar o vídeo, que foi parar no Twitter. O mesmo, conforme informações, irá manter este argumento em seu depoimento, pois ele garante que, em momento algum, houve estupro e muito menos sendo feito por mais de 30 homens.

Em todo o Brasil, e, principalmente nas redes sociais, há uma grande movimentação para que os culpados sejam punidos. Entretanto, nesta nova versão da história, a única coisa que ficou comprovada foi a exposição da menor, e não o crime de estupro.  #Internet #Casos de polícia