A polícia desmontou uma forte quadrilha responsável por um esquema de desvio e comercialização ilegal de medicamentos da rede pública de saúde. A quadrilha tinha atuação em 12 cidades no interior de São Paulo e também em Goiânia.

A quadrilha que era formada por empresários e laranjas, desviava medicamentos de alto custo, sendo que grande parte era usada no tratamento contra o câncer. Na região de Bauru foram seis prisões, inclusive a do chefe da quadrilha, que é um empresário da cidade de Piratininga (SP).

A polícia também cumpriu seis mandados de prisão e trinta e sete de busca e apreensão em Araraquara, Monte Mor, São Paulo, Jundiaí, Campinas, Osasco, Ribeirão Preto, Guarulhos e Goiânia. 

O esquema começou a ser investigado há cerca de um ano, quando a ANVISA percebeu que havia um desfalque de medicamentos para o tratamento de câncer no estoque dos hospitais.

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De acordo com o GAECO, todo o esquema contava com a ajuda de funcionários de alguns hospitais públicos do estado de São Paulo. Após o medicamento ser desviado, o mesmo era comercializado em farmácias e hospitais particulares. Além disso, o mesmo medicamento que havia sido desviado, voltava para a rede pública, pois era novamente vendido por meio de licitação. Ou seja, o estado pagava duas vezes pelo mesmo medicamento.

De acordo com os promotores responsáveis pelo caso, estima-se que a quadrilha atuava há cerca de dois anos, e movimentava mais de R$400 mil por mês. Durante as buscas, foram encontrados cerca de R$4 milhões de medicamentos que estavam escondidos e armazenados de forma irregular em alguns depósitos usados de fachada pela quadrilha e também em algumas casas de membros da quadrilha.

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Além disso, carros de luxos comprados com o dinheiro do esquema também foram apreendidos.

A polícia agora trabalha para saber de qual hospital o medicamento encontrado foi desviado. Todos os acusados já se encontram no presídio e todos os envolvidos serão processados e responderão por receptação, organização criminosa e crimes contra a saúde pública. #Crime #Investigação Criminal #Casos de polícia