A Vila Panamericana foi o local escolhido pelos organizadores do Pan de 2007 para que os atletas de todas as Américas viessem residir durante os #Jogos. O que seria um dos legados do Pan para o Rio de Janeiro, virou uma tremenda dor de cabeça para os atuais moradores. 

Das 17 torres que compõem a Vila do Pan, vários prédios sofrem com rachaduras em suas garagens, o que causa medo e, muitas vezes, pânico nos condôminos. A GeoRio, empresa que ganhou uma licitação em abril do ano passado para realizar as obras de estabilização do solo, diminuiu a quantidade de máquinas que fazem o trabalho. 

"O que antes era um grande canteiro de obra, agora tem menos da metade de funcionários e maquinas", comenta um morador que prefere não se identificar.

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O medo dos moradores é que a obra não termine até o final de agosto e tudo continue pior do que estava. 

Os engenheiros da UFRJ já deram um laudo que indica que os prédios não irão entrar em colapso. Apesar das imagens serem chocantes, com metade de uma das garagens sendo engolidas por rachaduras interrompendo a entrada de veículos por uma das rampas de acesso por conta do desnível, os prédios são muito seguros. 

"Temos aqui quase 18 metros de estaqueamento para garantir a estabilidade do solo. O que a gente não sabe é o que foi feito no entorno que está realmente afundando e comprometendo as paredes dos estacionamentos. Provavelmente houve um erro de cálculo no tamanho das estacas que culminou no problema que a gente vê agora", comenta o engenheiro José Shipper. "O terreno o formado por uma espécie de tufa, que é um terreno muito ruim.

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Aqui fora cravaram estacas menos profundas, por serem mais baratas", completa. 

As obras que estão acontecendo custam aos cofres públicos mais de 65 milhões de reais. Essa já é a terceira obra de contenção, mas é a maior. Porém, a parte interna das garagens, que foram danificadas por conta do serviço mal feito no entorno, não está contemplada pela prefeitura. Os moradores estão numa luta para que possam ter essas áreas incluídas no trabalho. A empresa alega que seria necessário um aditivo ao contrato, já a prefeitura afirma que a responsabilidade por essa parte da obra é do condomínio. 

"A gente espera que tudo se resolva o quanto antes. Esse é o lugar que escolhemos para morar, pensávamos que fosse um cantinho, um pedacinho do paraíso e no final, estamos percebendo que se trata de um inferno ou purgatório", desabafa o morador. 

Veja como está a Vila do Pan no vídeo abaixo:

#Rio2016