Nesta segunda-feira, 02, a Comissão do Impeachment do Senado começou a ouvir profissionais técnicos sobre o #Impeachment da presidente da república Dilma Rousseff. Um deles foi o procurador do Ministério Público (MP) junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Julio Marcelo de Oliveira. Ele foi questionado justamente se o órgão que analisa as contas públicas percebeu alguma irregularidade do governo federal, que teria descumprido as metas fiscais. Já em outro momento, Julio foi questionado porque o Tribunal não decidiu fazer algum tipo de intervenção na gestão da presidente Dilma. De acordo com o procurador, a líder petista tem a obrigação de respeita a legislação vigente.

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Ele ainda detonou: "o TCU não é babá do governo federal, nunca foi e nem deve ser".

O procurador foi além, dizendo que uma suposta falta de alerta não pode ser usada como justificativa do governo federal. Durante a fala dessa parte técnica ouve algumas discussões, como já havia acontecido na semana passado, quando advogados de defesa e acusação ficaram horas falando para os Senadores. Na defesa, Dilma escolheu três fortes nomes: o Ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, o advogado-geral da união, José Eduardo Cardozo e a Ministra da Agricultora, Kátia Abreu. Já na acusação, a professora de direito da USP, Janaína Paschoal, e o jurista e ex-Ministro da Justiça, Miguel Reale Junior, que tentaram demonstrar que Rousseff realmente cometeu o crime de responsabilidade fiscal, a base para seu impeachment.

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Técnicos de defesa também devem ser ouvidos nesta terça-feira, 03, pela Comissão. Já no dia 06, os Senadores anunciam qual será o seu parecer para a votação do dia 11. No dia 11 é votado a questão do afastamento da presidente. Caso pelo menos 41 Senadores votem pela saída da presidente, ela sai do governo de modo provisório. A petista tem 20 dias para fazer sua defesa, enquanto o Senado tem, no máximo, 180 dias, para julgar a deposição. Ou seja, o processo pode se estender até outubro, justamente no período eleitoral municipal no Brasil.  #Dilma Rousseff #Crise-de-governo