O Partido dos Trabalhadores (PT) entrou na justiça para impedir que o vice-presidente Michel Temer tome posse como presidente interino de forma efetiva. O pedido feito pelo diretória da legenda em Goiás foi endereçado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 11. Caso seja aceito, o vice não poderia tomar qualquer medida feita por um efetivo presidente, como fazer nomeações para Ministério. A posse em si não é invalidada, uma vez que ela acontece junto com a presidente #Dilma Rousseff, em 1º de janeiro de 2015, meses depois da companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reeleger. O pedido de "clemência" na justiça acontece horas antes do desfecho da votação no Senado, que é realizada nesta quarta-feira, 11. 

Para o escritório do #PT em Goiás, não é porque Dilma foi afastada que ela deixa de ser presidente.

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Por isso, eles pedem que Temer seja embargado de tomar decisões que não sejam apoiadas por Rousseff. O documento argumenta ainda que possíveis atos do político como presidente interino não teriam segurança jurídica, pois poderiam ser desfeitos pela petista assim que ela voltasse ao poder, o que aconteceria em 180 dias. O que o escritório não deixou claro é como o país seria governado e quem poderia tomar essas decisões, já que Rousseff está proibida de tomar as medidas. 

O processo enviado à mais alta corte do país diz ainda que apenas meras funções de Dilma foram suspensas, lembrando que ela continua a ser chamada de presidente, ocupa a residência oficial, o Palácio da Alvorada e que não teve o mandato interrompido. De fato, a deposição só acontece em uma nova votação. Isso se 54 dos 81 Senadores ou mais assim decidirem.

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A votação para o afastamento é bem menos, sendo necessário 41 nomes ou mais. É a segunda vez que o país passa por um processo de impeachment desde a redemocratização, que aconteceu efetivamente em 1989, quando Fernando Collor de Mello foi eleito por eleições diretas. O primeiro presidente da nova república foi justamente o primeiro deposto. O processo de impedimento dele, no entanto, não chegou ao fim, pois antes de seu término Collor renunciou.  #Michel Temer