Nesta segunda-feira, 09, a política brasileira ficou movimentada como poucas vezes se viu. O presidente do Senado, Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, decidiu que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff continuaria com sua votação sobre o afastamento marcada para esta quarta-feira, 11. Com a decisão, Calheiros acabou sendo contrário ao parecer do deputado federal Valdir do Maranhão (PP), que como presidente interino da casa decidiu cancelar a sessão realizada no dia 17 de abril, quando 367 deputados decidiram continuar com o prosseguimento no Senado.

A decisão de Calheiros deixou a base governista chateada.

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Um dos que pediu para falar no Congresso, tentando mudar a opinião de Renan foi o Senador Lindbergh Farias, do Rio de Janeiro. Ele usou seu tempo para atacar o papel do presidente do Senado, dizendo que ele "errou muito", dizendo que Calheiros estava seguindo o mesmo caminho de Eduardo Cunha, recentemente afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após pedido da Procuradoria-Geral da União. O pedido foi feito por Rodrigo Janot ainda no ano passado, mas só agora acabou com o afastamento. 

"Vossa Excelência está manchando a sua biografia em cometer um erro histórico ao colocar suas as mãos num golpe", disse Lindbergh só faltando chamar Calheiros de "golpista". Renan foi um dos últimos peemedebistas a deixar a base aliada do governo. Mesmo com sua legenda apoiando oficialmente o #Impeachment, ele não opina sobre a causa e já disse que não vai votar nesta quarta sobre o afastamento de Dilma. 

Renan então detonou o Senador Lindbergh, lembrando que ele estava seguindo a constituição e não fazendo uma brincadeira de democracia.

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"Essa sessão assegura a minha isenção e a minha imparcialidade. Decidir de acordo com o atual presidente da Câmara seria sair da imparcialidade", disse o homem que recentemente se encontrou com o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva para discutir a possibilidade de antecipar novas eleições. Para Calheiros, segundo a Folha de São Paulo, isso só seria possível através de um plebiscito, pois o PT está com a minoria na Câmara e no Congresso.  #Dilma Rousseff