Não demorou muito tempo para que o revezamento da Tocha Olímpica se tornasse mais uma chance de manifestantes protestarem contra e a favor do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Grupos de manifestantes já foram vistos fazendo protestos enquanto a tocha Olímpica passava pelas ruas. Foi assim em Brasília onde manifestantes escreveram nas paredes do Palácio do Planalto a frase: “Não vai ter golpe”, em várias línguas como o inglês, russo, alemão, árabe e espanhol.

Ontem, (9), o Deputado pelo PP, Waldir Maranhão, divulgou ofício anulando a votação do impeachment da presidente Dilma feita em uma sessão da Câmara dos Deputados, quando, à época, ainda era comandada por Eduardo Cunha, que era o presidente e hoje se encontra afastado do cargo.

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Maranhão, que assumiu o seu lugar, chegou ao cargo causando muita surpresa por ter tomado a decisão de anular o rito do impeachment.

Mas isso não demorou muito tempo, porque na tarde do mesmo dia o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), não aceitou o pedido de devolução da matéria do impeachment à Câmara e, debaixo de críticas e aplausos, o Senador afirmou que a votação em plenário continua nessa próxima quarta-feira, (11), o dia ‘D’ do afastamento ou não da atual presidente do Brasil, Dilma Rousseff.

Enquanto isso não acontece, a Tocha Olímpica continua visitando as cidades em todas as regiões do país. A meta seria alcançar em média 300 cidades desse país continental, em todas as regiões. Já em Brasília, que vive esse clima de tensão política aos extremos, viu-se protestos de todos os tipos.

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“Só via isso pela TV, é muito feliz ver tudo assim de perto de verdade”, havia dito uma criança de 10 anos, de nome Cauã. Na capital federal, algumas escolas foram convidadas para marcarem presença no evento da tocha.

Em menos de 24h depois de ter pedido de volta a questão do impeachment para a Câmara, Maranhão voltou atrás e revogou o ofício que fez. Nesse meio de vai ou não vai, a dúvida que fica na cabeça dos governistas é se a presidente Dilma vai conseguir se segurar no cargo de presidente e comandar os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016. Ela mesma já havia dito que ficaria muito triste caso não fosse afastada do cargo e não presenciasse os Jogos na cadeira de presidente. #Rio2016