O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), já conversou com Temer para tratar sobre as Olimpíadas Rio 2016. Segundo ele, o atual vice-presidente já entrou em contato com ele e pediu para que falasse com o Comitê Olímpico Internacional para garantir que, caso ele seja o presidente na época dos jogos, tudo permanecerá igual ao combinado.

Em entrevista ao site Uol, Eduardo contou que a prefeitura precisou assumir obras que eram do Governo Federal. Ele também criticou a gestão atual dizendo que “faltou habilidade política à presidente”. Ao mesmo tempo, declarou que a presidente Dilma é “muito correta, muito decente”, mas que não consegui construir uma aliança sólida nem com o próprio partido.

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Na tentativa de blindar as Olimpíadas dos problemas políticos enfrentados pelo país, Paes ressalta as obras, que diz estar dentro do valor previsto. Enquanto isso, conta com uma ciclovia caída na cidade e CPI das Olimpíadas.

No acidente com a ciclovia, duas pessoas morreram. O Instituto de Criminalística já apontou falhas no projeto. Uma das responsáveis por esta obra é a empresa Concremat. A empresa é da família do secretário municipal de Turismo, Antônio Pedro Figueira de Melo e já teve 54 contratos realizados com a prefeitura na gestão de Paes. Deles, 25 (46,3%) foram em caráter emergencial, ou seja, com contratação sem concorrência.

Os contratos têm o valor de R$ 409,3 milhões. Paes disse ao site Uol que os contratos atuais serão cancelados, caso a culpa dela seja confirmada, e que a empresa não tem nenhuma obra olímpica em sua responsabilidade.

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Paes tem ainda problemas com a operação Lava-Jato relacionados ao Rio 2016. Irregularidades nos projetos Porto Maravilha e Linha 4 do Metrô foram apontadas. Porém, o político diz que o problema que ele “ficou sabendo” é referente a uma delação realizada pela Carioca Engenharia. Segundo ele, Eduardo Cunha e o vice-presidente da Caixa Econômica Federal receberam para liberarem recursos de um fundo do FGTS para uma obra. Garante que esta questão não tem ligação nenhuma com a prefeitura. #Dilma Rousseff #Rio2016 #Michel Temer