No início da tarde desta sexta-feira, 06, a Comissão do impeachment no Senado votou por quinte votos a cinco o parecer favorável ao prosseguimento do processo de #Impeachment contra a presidente da república Dilma Rousseff. Um dos Senadores mais empenhados para a queda da líder petista é Romário, do PSB do Rio de Janeiro. Um dos congressistas mais votados do país, o ex-esportista marcou seu nome na história, fazendo um "gol de placa". Ele agora pode ser um dos políticos que podem derrubar Dilma. Isso porque no próximo dia 11, todos os Congressistas irão votar no Plenário por essa questão. O afastamento da petista será concretizado, caso a maioria do Senado assim o aprove.

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Com 100% de comparecimento, ou seja, 81 Senadores, são necessários 41 votos. 

A votação de hoje foi muito importante para fazer um balanço de como será a votação do dia 11. Dos vinte votos possíveis, o governo teve apenas cinco favoráveis. Ou seja, a derrota foi dura e com 75%. Os números já começam a traçar um possível deposição da companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Isso porque, com seu afastamento abre-se oficialmente a fase de defesa e investigação no Congresso, onde o crime de responsabilidade precisa ficar comprovado.  Para que haja a deposição é preciso então 66% dos votos dos Congressistas, número menos do que foi registrado hoje. 

Para que a deposição se concretize, 54 Senadores precisam votar pelo "sim". Atualmente, 50 políticos já anunciaram que vão votar pelo impedimento, 20 contrários e 11 ainda não deram nenhum parecer.

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Por enquanto, Renan Calheiros (PMDB de Alagoas), presidente do Senado, quer que a votação não seja nominal, voto a voto, como aconteceu na Câmara dos deputados, quando 367 deputados aprovaram o prosseguimento do impedimento.

A aprovação do relatório de Antonio Anastasia, do PSDB de Minas Gerais, nesta sexta-feira, mostra que a teoria do "golpe" não pegou como o Partido dos Trabalhadores (PT) acreditava e que só um fato extremo conseguiria reverter a situação.  #Dilma Rousseff