Além das tradicionais cores do arco-íris que caracterizam os movimentos sociais pelos direitos das pessoas LGBT, bandeiras e faixas com as cores rosa, azul e branco, símbolo do orgulho trans, foram ostentadas por participantes e ativistas durante a 20ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Com 17 trios elétricos e muita música, o desfile começou numa avenida Paulista repleta de pessoas ontem à tarde, dia 29 de maio.

A seguir, a multidão dirigiu-se ao centro da capital onde houve shows, festa e manifestações que pediam o fim do preconceito e que também se opunham ao Governo Temer. Parte do elenco da série Sense8, da Netflix, estava em um dos trios.

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Cenas da Parada e de São Paulo farão parte da segunda temporada da série.

O evento englobou os protestos de segmentos distintos: homens trans, mulheres trans, lésbicas, gays, dentre outros. O combate à transfobia, a criação de uma lei brasileira de identidade de gênero e a garantia do direito ao uso do nome social pelas pessoas trans pareciam ser as principais reivindicações. 

Orgulho Transgênero

Criada em 1999 pela ativista americana Mônica Helms, a bandeira do orgulho transgênero tem faixas nas cores branca, azul claro e rosa. As cores azul claro e rosa representam respectivamente os gêneros masculino e feminino. Já as faixas brancas representam aqueles que não se identificam com nenhum dos dois gêneros.

No Brasil, ainda não existe uma lei federal que estabeleça o direito à identidade de gênero, isto é, o direito de o ser humano viver de acordo com o gênero que sente e deseja ter, o qual pode ou não corresponder ao sexo biológico. Na #Câmara dos Deputados, está em tramitação o Projeto de Lei nº 5.002/2013, de autoria dos Deputados Federais Jean Wyllys e Érica Kokay, segundo o qual o SUS e os planos de saúde teriam a obrigação de custear os tratamentos médicos e as cirurgias de mudança de sexo a quem tenha o desejo de modificar sua aparência  e seus órgãos com a finalidade de adequar essas características ao gênero com que se identifica.

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O projeto também dispõe que as pessoas podem usar o nome que quiserem, bem como se vestir e se comportar de acordo com o sexo/gênero que livremente escolherem. #Homofobia