Na manhã desta quinta-feira, 19, o presidente em exercício Michel Temer decidiu fazer um apelo aos Senadores. Ele quer que uma meta fiscal seja aprovada o mais rápido possível, trazendo uma revisão dos números. O peemedebista teve um encontro com os Congressistas no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente em Brasília. Ele não poderá ir para o Palácio do Alvorada até que o Congresso decida pela deposição da petista. Na reunião com o Senado, Temer disse que, infelizmente, pode acabar cometendo o mesmo erro de Dilma, tendo as "pedaladas fiscais" e agindo no chamado crime de responsabilidade. 

"Se não aprovar, daqui a pouco quem estará cometendo pedalada sou eu", teria dito o peemedebista de acordo com uma reportagem do jornal 'O Estado de São Paulo'.

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Já na próxima semana, segundo o presidente em exercício, uma nova proposta de orçamento será encaminhada ao Congresso Nacional. Ela vai informar que os rombos dos cofres públicos chegam a quase 100 bilhões de reais e que algo precisa ser feito urgentemente. A ideia do marido de Marcela é aprovar a nova meta até o início de junho. Do contrário, ele pode paralisar a máquina pública, incorrendo na irregularidade de não cumprir a responsabilidade fiscal. 

Os líderes que se reuniram com Temer disseram que vão sim rever a meta e apoiará essa medida nesse momento em que o Brasil está vivendo uma das suas mais graves crises econômicas. O próprio valor do rombo pode ser maior do que o anunciado. Já se fala até no dobro de déficit, chegando a 200 bilhões de reais. 

Depois de uma semana no poder, Michel começa agora a mostrar a cara desse governo, que ao que tudo indica vai indicar o populismo, uma marca dos 14 anos em que o Partido dos Trabalhadores (PT) esteve na gestão.

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Temer explicou que por isso não pensa sequer em uma reeleição à presidência. Dentre as medidas impopulares que ele ficará a frente está a alteração na idade mínima para se aposentar. Fala-se em 65 anos para homens e para mulheres. Antes o mínimo era por tempo de contribuição.  #Impeachment #Michel Temer