Humberto Costa é um dos Senadores mais aguerridos a defender a presidente #Dilma Rousseff do processo de impeachment. Eleito pelo Partido dos Trabalhadores (PT) por Pernambuco ele nega a declaração dada durante uma manifestação por Guilherme Boulos, líder do MTST (Movimentos dos Trabalhadores Sem Teto), avisando que a legenda não vai "incendiar o país". Engana-se quem pensa que os políticos petistas são só elogios para a líder do Brasil. Humberto, por exemplo, detonou o modo de Dilma governar, dizendo que ela não aprendeu como funciona a política brasileira.

"Ela é uma pessoa que tem dificuldade de dialogar, de ouvir. Ela não de adaptou ao modo de fazer política que existe no país", disse ele em uma entrevista publicada nesta segunda-feira, 09, pelo jornal 'Folha de São Paulo'.

Publicidade
Publicidade

A conversa ganha espaço dois dias antes do Senado votar o documento do relator Antônio Anastasia (PSDB de Minas Gerais), que pode decretar o afastamento da presidente. Para que isso aconteça são necessários pelo menos 41 dos 81 votos possíveis. O presidente do Senado, Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, já avisou que só vota em caso de empate.

A avaliação de Humberto Costa explica um pouco como Dilma chegou até aqui com grande rejeição popular e também política. Muitos dos deputados que votaram a favor ou contra seu impeachment só vieram a ter um encontro com ela, mesmo que em grupo com outros parlamentares, por conta do processo de impedimento, inclusive, alguns que já estão no segundo mandato seguido. A falta de diálogo minou a política do Partido dos Trabalhadores, fazendo até uma penca de partidos até então aliados se rebelarem.

Publicidade

O não saber ouvir complicou também o diálogo entre a companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu vice, Michel Temer, que até o processo de impedimento era visto como objeto decorativo. O peemedebista, agora, depois de ajudar a presidente a se eleger duas vezes é chamado por ela de "conspirador do golpe". É ele quem assume o governo em até 48 horas após o afastamento, caso esse seja aprovado pelo Senado.  #PT