Nesta terça-feira, 03, a Comissão do impeachment do Senado decidiu ouvir a parte técnica de defesa da presidente Dilma Rousseff. Enquanto os convidados falavam por horas, a Senadora Gleisi Hoffmann, eleita pelo Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul, acabou cometendo o chamado ato falho. Ela não gostou do fato do relator da comissão do impedimento, Antônio Anastasia (PSDB de Minas Gerais) ter se ausentado durante alguns minutos para comer e realizar necessidades fisiológicas.

Ela argumentou que era um absurdo ele sair enquanto acontecia o debate de uma acusação. Anastasia então acabou dando um fora em Gleisi, lembrando que não tinha nenhum réu sentado ali, tampouco testemunha de defesa ou acusação, mas que eram explanações técnicas sobre o caso.

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Os nomes escolhidos para fazer a defesa técnica de Dilma receberam muitas críticas da oposição e também de muitos brasileiros que assistiam à sessão pela TV Senado. Pela internet, os eleitores disseram que as falas tinham muita paixão e pouca técnica. 

Veja abaixo o momento constrangedor:

Após a intervenção em tom de "puxão de orelha" de Anastasia, a Senadora petista notou que não ficou bem para ela e decidiu ficar quieta. Durante toda a comissão do Senado foi assim, tanto nos dias de defesa, quanto nos da acusação. Todos os convidados tiveram momentos de dificuldade para falar, o que fez as sessões demorarem horas. A impressão que ficou é que muitas vezes os congressistas pareciam estar em uma sala de aula bagunçada, onde mesmo com um professor brigando e pedindo bom comportamento, ninguém era ouvido. 

Um dos que fez mais reclamações foi o Senador Lindbergh Farias, eleito pelo Partido dos Trabalhadores do Rio de Janeiro.

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Ele chegou até a ter um embate com Ronaldo Caiado, do Democratas de Goiás. Caiado, irritado, chegou a chamar Lindbergh para resolver a questão lá fora, insinuando uma possível briga física. O pedido aconteceu depois que Caiado foi chamado de mentiroso pelo petista ao mostrar dados que comprovam as pedaladas fiscais de Dilma. #PT #Lula #Dilma Rousseff