Desde que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff começou a ser analisado, ainda na fase na Câmara dos deputados, os líderes petistas usaram de inúmeros argumentos para defendê-la. A maioria deles são acusações contra instituições ou partidos políticos. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, foi um que entoou que o impedimento era um "golpe", criticando as instituições brasileiras. O Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a ser chamado de acovardado, o vice-presidente, Michel Temer, recebeu o adjetivo de "conspirador", enquanto o presidente da Câmara dos deputados também foi criticado. A oposição foi chamada de oportunista, tentando chegar ao poder antes da hora.

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Quem também ouviu as farpas da legenda foi o juiz federal Sérgio Moro, a frente da Lava Jato.

A bancada do Partido dos Trabalhadores (#PT), agora, critica até o Procurador-Geral da república, Rodrigo Janot, que nesta terça-feira, 03, solicitou ao Supremo que autorize a abertura de investigações contra mais de vinte personalidades políticas, entre elas entra a própria presidente #Dilma Rousseff, Lula e o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. Em nota, a bancada do PT publicou nesta quarta-feira, 04, que Janot quer ter ganhar um protagonismo em meio à crise política. Em outras palavras, os Senadores acusaram ele de tentar aparecer em meio ao furacão do impeachment. 

Para argumentar, a bancada do governo diz que Janot não teria provas cabais contra Lula para pedir uma investigação contra Lula, criticando o fato da principal base do pedido ao Supremo Tribunal Federal, as delações do Senador Delcídio do Amaral (atualmente sem partido).

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Dilma é acusada de tentar obstruir as investigações da Lava Jato. Uma das principais provas disso seria o fato de Rousseff nomear Lula para o cargo de Ministro da Casa Civil, que aconteceu dias do Ministério Público de São Paulo solicitar a prisão do petista. O argumento da bancada do PT foi parecido com o que Dilma usou em um discurso feito mais cedo, quando lançou o Plano Safra.